Opinião: em caso de guerra, China combaterá do lado da Rússia

© REUTERS / Bobby YipMilitares chineses durante treinamentos, foto de arquivo
Militares chineses durante treinamentos, foto de arquivo - Sputnik Brasil
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O mar Báltico se transformou no epicentro das manobras russo-chinesas Cooperação Marítima 2017. Os atuais exercícios dos dois países enviam um certo sinal, opina o especialista militar Konstantin Sivkov em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik.

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A China dá a entender que, no caso de um conflito armado, ela apoiará a Rússia em qualquer ponto do mundo, opinou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik Konstantin Sivkov, PhD em ciências militares.

"O fato dos chineses terem chegado ao mar Báltico indica que a China planeja cooperar com a Rússia não apenas no Extremo Oriente russo, mas também em outras regiões, resolvendo assim as questões de segurança nacional", destacou o especialista.

Sivkov frisou que, no momento, a Marinha chinesa não possui a infraestrutura necessária para realizar operações em zonas tão longínquas. Mesmo assim, ressalta o especialista, Pequim realiza treinamentos nestas regiões.

"Deste modo, a China demonstra a todos que, no caso de surgir um conflito, combaterá do lado da Rússia como aliado", disse.

"Não se trata apenas do mar Báltico, a China mostra desta forma que está disposta a realizar ações militares juntamente com a Rússia em todas as regiões do mundo, apoiando-a com a sua aviação e, caso haja necessidade, com tropas terrestres. É o sentido da mensagem", acrescentou.

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A fase ativa das manobras russo-chinesas Cooperação Marítima 2017 está decorrendo no mar Báltico entre 24 e 27 de julho. É a primeira vez na história que a Marinha chinesa realiza exercícios no mar Báltico. Do grupo naval chinês fazem parte o destroier de mísseis Changsha, a fragata Yuncheng e o navio de abastecimento Lomahu.

No total, das manobras militares participam cerca de dez navios de classes diferentes, mais de dez aviões e helicópteros dos dois países.

O objetivo principal dos treinamentos é aumentar a eficiência da cooperação entre as Marinhas da Rússia e da China e treinar ações conjuntas contra ameaças à segurança dos dois países. De acordo com as partes, as manobras conjuntas não representam ameaça a ninguém, demonstrando a alta potencialidade da cooperação dos dois países na área de defesa.

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