Rússia e China desafiam o domínio dos EUA nos mares em exercícios navais no Báltico

© Sputnik / Igor Zarembo / Abrir o banco de imagensCrew of the Chinese Navy's missile frigate Yuncheng that arrived in Baltiysk for the 2017 Naval Cooperation Russia-China drills
Crew of the Chinese Navy's missile frigate Yuncheng that arrived in Baltiysk for the 2017 Naval Cooperation Russia-China drills - Sputnik Brasil
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Rússia e China deram início à fase ativa dos seus primeiros exercícios navais conjuntos no Báltico, Cooperação Marítima 2017, anunciou a revista norte-americana The National Interest. Segundo o autor da matéria, Moscou e Pequim estão enviando um sinal geopolítico para o Ocidente, acenando para o fim do domínio norte-americano nos mares.

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Os exercícios navais são um sinal do fortalecimento estratégico entre Kremlin e Pequim, escreveu The National Interest. Para a Marinha da China essas manobras se tornaram uma oportunidade para demonstrar a escala global de suas operações e para apoiar um parceiro estratégico. Moscou, por outro lado, demonstra ao mundo que, apesar das tensões com o Ocidente, a Rússia ainda tem amigos, ou mesmo aliados, alega a matéria.

A China enviou três navios de guerra para participar dos exercícios. O contratorpedeiro da classe 052D "Hefei", uma fragata da classe 054A "Yuncheng" e um navio de suporte "Luomahu". A Marinha da Rússia apresentou as suas modernas corvetas do projeto 20380 "Steregushiy" e "Boykiy". Além disso, helicópteros Ka-27 e caças Su-24 também participarão das manobras.

Segundo os anúncios oficias, estes exercícios se destacam pela suas escala, complexidade e amplo espectro de operações agendadas.

Apesar dos exercícios apontarem para uma aproximação entre Moscou e Pequim, ainda é cedo para falar em uma aliança militar oficial, opinam os especialistas. O pesquisador chefe do Centro de pesquisas europeias e internacionais da Escola Superior de Economia de Moscou, Vasily Kashin, pensa que a Rússia e a China dificilmente assinarão algum acordo de aliança militar no futuro próximo. No entanto, ele destacou que os países vem cooperando de forma intensa na área de defesa. 

O contra-almirante da reserva Michael McDevitt concorda com o especialista russo. 

"Eles estão se aproximando, mas nenhum dos especialistas que eu conheço pensa que haverá uma aliança oficial. Nenhuma das partes está pronta para avançar para além da parceria estratégica", disse o militar norte-americano.

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Do ponto de vista da Rússia, Moscou e Pequim estão ampliando a cooperação em resposta à derrubada de regimes no mundo, organizada pelos EUA e pelos países Ocidentais. Além disso, o Ocidente tem avançado sobre as esferas de influência que a Rússia considera como suas no espaço pós-soviético, explicou a revista norte-americana. A China também possui motivos para ficar descontente com a ordem mundial liderada pelos EUA.

O autor da matéria afirmou que os exercícios são um sinal geopolítico de Moscou e de Pequim para o Ocidente. As duas potências pretendem dificultar ao máximo as operações dos EUA e dos seus aliados nas proximidades das águas territoriais da Rússia e da China.

Para os Estados Unidos isso significa que a Rússia e a China estão se aproximando com objetivo de desafiar o domínio global de Washington, resume o The National Interest.

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