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O que seria se Índia e Paquistão iniciassem uma guerra nuclear?

© AFP 2021 / RAVEENDRANVeículo de lançamento de mísseis BrahMos na parada militar no Dia da República da Índia, Nova Deli, Índia, 2011 (foto de arquivo)
Veículo de lançamento de mísseis BrahMos na parada militar no Dia da República da Índia, Nova Deli, Índia, 2011 (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Paquistão e Índia travaram três grandes guerras entre si antes de obterem armas nucleares e uma menor depois disso, comunica o The National Interest.

No coração deste conflito está a disputa territorial sobre o estado indiano de Jammu e Caxemira. Outro ponto da dimensão nuclear do conflito é o fato de as capacidades convencionais da índia superarem as do Paquistão, comunica o colunista do The National Interest Zachary Keck. Consequentemente, Islamabad adoptou uma doutrina nuclear de uso de armas táticas contra as forças da Índia para compensar sua superioridade, uma estratégia que lembra muito a doutrina militar da OTAN na oposição à União Soviética durante a Guerra Fria.

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De acordo com o professor Vipin Narang, a diferença entre as estratégias da OTAN e do Paquistão é que o último utilizou seu escudo nuclear para encobrir o apoio aos ataques terroristas na Índia.

A Índia, porém, não respondeu, porque, de acordo com ele, os líderes indianos não sabiam onde ficava o limiar nuclear do Paquistão. Outro ponto aqui é que o Paquistão podia avaliar tais ações da Índia como expansivas e utilizar as armas nucleares.

Narang acrescentou que a Índia fez muito para garantir um ataque preventivo em caso de necessidade, reforçando as capacidades de reconhecimento e inteligência e adquirindo sistemas antimísseis, bem como mísseis para realizar um ataque de resposta, como os mísseis BrahMos produzidos juntamente com a Rússia, comunica o The National Interest.

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Entretanto, Narang acrescentou que nenhuma das partes, de acordo com ele, quer entrar num conflito nuclear, por isso o cenário mais plausível é um ataque ao estilo de Mumbai, a que os líderes indianos terão que responder.

"É pouco provável que a Índia se arrisque a dar uma chance ao Paquistão de realizar um ataque nuclear maciço após uma resposta indiana à utilização de armas nucleares táticas pelo Paquistão. Em outras palavras, a utilização de armas nucleares táticas pelo Paquistão vai libertar a Índia para realizar um primeiro ataque abrangente contra o Paquistão", comunicou o antigo consultor da Segurança Nacional da Índia Shivshankar Menon nas suas memórias.

De acordo com o The National Interest, existe um fator que deve ser considerado pelos líderes indianos – a reação da terceira parte do triangulo nuclear da região que é a China. A China sempre foi o foco principal do programa nuclear indiano. Pequim também está cooperando com o Paquistão. Esta situação de multipolaridade é uma marca da segunda era nuclear.

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