Marinha da China mostra sua bandeira para OTAN no Báltico

© Sputnik / Yulia Kaminskaya / Abrir o banco de imagensExercícios navais russo-chineses ‘Cooperação Marítima (arquivo)
Exercícios navais russo-chineses ‘Cooperação Marítima (arquivo) - Sputnik Brasil
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A China realiza manobras nas regiões onde precisa e de acordo com os interesses nacionais do país. Neste caso é no mar Báltico.

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Neste momento, os interesses nacionais da China e da Rússia coincidem, por isso ambos os países vão realizar manobras conjuntas no Báltico e a OTAN pode ficar olhando "até ficar vesga" para as manobras dos dois países, que eles não vão mudar o lugar e os objetivos de seus exercícios navais.

Os especialistas entrevistados pela agência Sputnik China comentaram a reação dos países-membros da OTAN.

O analista militar russo da Academia de Questões da Geopolítica, Konstantin Sivkov, disse que as manobras conjuntas da Rússia e da China têm um caráter pacífico e refletem a prontidão dos dois países para cooperarem um com o outro. A OTAN pode vigilar as manobras "até ficar vesga", acrescentou o especialista.

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O especialista do Instituto dos Estudos Internacionais da Dinamarca, Flemming Splidsboel Hansen, disse em uma entrevista à edição alemã Schleswig-Holstein Zeitung que o mar Báltico é uma região de disputa estratégica entre a Rússia e OTAN, por isso estas manobras podem ser consideradas como uma resposta da Rússia à instalação de tropas da Aliança nos Países Bálticos.

O especialista militar russo Igor Korotchenko também sublinhou à Sputnik China que a decisão sobre a realização das manobras conjuntas no Báltico é uma decisão interna da Rússia e da China.

"Nós não estamos ameaçando ninguém, estamos aperfeiçoando o combate à pirataria internacional, ao terrorismo e aperfeiçoamos a defesa de nossos próprios interesses", disse.

China está agindo em total conformidade com o direito internacional e pode realizar os exercícios onde seus interesses o exigem, acrescenta o especialista.

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O especialista do Centro de Relações Internacionais do Instituto Chinês de Comunicações, Yang Mian, destacou a importância estratégica dos exercícios navais da China e da Rússia:

"Os exercícios militares sino-russos não se destinam a ações agressivas contra qualquer país terceiro, ao mesmo tempo eles desempenham um papel de dissuasão estratégica caso se desenvolva uma agressão", disse Yang Mian.

O especialista ressaltou que o mar Báltico representa um limiar afastado para a China, por isso esta é uma boa oportunidade para treinar melhor a sua Marinha.

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