Quais são os maiores problemas do exército norte-americano?

© AFP 2022 / Petras MalukasSoldados norte-americanos no centro da OTAN do Leste Europeu
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A mídia norte-americana fala sobre a ameaça enfrentada pelo Exército dos EUA. De acordo com analistas, as Forças Armadas do país estão em crise.

Segundo a The National Interest, além de o exército estar precisando de mais oficiais, ele pode vir a sofrer grandes perdas caso o presidente Trump não indique um chefe capaz de mudar radicalmente o sistema. 

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Os problemas do exército norte-americano não estão ligados à questão financeira, frisa o jornal russo Rossiyskaya Gazeta, citando a The National Interest. A edição acrescenta que, graças à legislação atual, o orçamento militar pode contar com um valor entre 137 e 149 bilhões de dólares (R$ 436 e 474 bilhões) anualmente, sendo esta quantia maior do que a investida pela Rússia em seu exército. 

As dificuldades principais estão ligadas à falta de vontade dos generais de realizar reformas fundamentais e de modernizar o exército. 

"Os generais são inflexíveis quando se trata de inovar o exército regular, que ameaçaria o status quo existente. É mais conveniente para eles gastar bilhões em tecnologias questionáveis, que prometem capacidades inéditas em um futuro distante, bem como para modernização de plataformas e sistemas antigos desenvolvidos na década de 70", escreve a The National Interest.

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A revista norte-americana sublinha mais um problema sério: permanência obrigatória de cerca de 200 mil soldados em missões no Oriente Médio, na África e na Ásia. 

"As operações contra os rebeldes minaram seriamente as capacidades do exército norte-americano de servir em guerras comuns, mas o deslocamento de 200 mil soldados para todo o mundo é ainda mais perigoso. O exército atual está disperso por todo o mundo e suas formações são relíquias da Guerra Fria", acrescenta a edição.

A The National Interest acredita que se os comandantes norte-americanos virem a enfrentar um exército forte, eles poderão perder a batalha. Por isso os EUA não precisam de versões dos exércitos dos tempos da Segunda Guerra Mundial ou da Guerra Fria. O país precisa mesmo é de regimentos capazes de interagir e participar de combates mais mortíferos. 

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