Diante de Netanyahu, Macron condena ocupação israelense na Cisjordânia

© Foto / REUTERS/Stephane MaheEmmanuel Macron e Benjamin Netanyahu em coletiva de imprensa
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O presidente francês, Emmanuel Macron, disse neste domingo (16) ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que o governo de Paris se opõe à expansão de assentamentos de Israel no território palestino ocupado.

Netanyahu esteve em Paris para uma homenagem aos 13 mil judeus deportados pelo regime francês de Vichy para os campos de concentração nazistas.

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Sublinhando que o direito internacional deve ser "respeitado por todos", Macron disse: "estou pensando aqui (em Israel) construindo" no território palestino ocupado.

Israelenses e palestinos devem ser capazes de "viver lado a lado dentro de fronteiras seguras e reconhecidas, com Jerusalém como a capital", disse Macron após seu primeiro encontro como chefe de Estado com Netanyahu.

"Espero que tudo seja feito para que as negociações avancem", disse o mandatário francês. As discussões diplomáticas entre Israel e Palestina estão paralisadas desde o fracasso da mediação dos Estados Unidos, em 2014.

Macron, eleito em maio, parece estar seguindo as diretrizes de seu antecessor, François Hollande, cujos esforços para mobilizar a comunidade internacional sobre o processo de paz irritaram Israel.

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O recém-eleito líder francês esteve com o presidente da autoridade palestina Mahmoud Abbas na quarta-feira e expressou na ocasião seu apoio a uma solução de dois Estados e se opôs aos assentamentos israelenses.

"A França sempre condenou a continuação da construção de assentamentos, que são ilegais de acordo com o direito internacional e atingiu um nível sem precedentes desde o início do ano", disse Macron em seu primeiro comentário público sobre o assunto desde a posse.

As Nações Unidas informaram em junho que Israel anunciou um aumento substancial nos assentamentos nos últimos três meses, apesar de uma resolução da ONU exigir a suspensão da iniciativa.

Macron dirigiu-se a Netanyahu pelo seu apelido, "Bibi", e chamou o antissionismo uma nova forma de antissemitismo.

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