Alemanha declara guerra econômica à China?

© AP Photo / Jens Meyer Presidente chinês, Xi Jinping, com chanceler alemã, Angela Merkel, durante cúpula G20 em Hamburgo, Alemanha
Presidente chinês, Xi Jinping, com chanceler alemã, Angela Merkel, durante cúpula G20 em Hamburgo, Alemanha - Sputnik Brasil
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O governo da Alemanha impôs barreiras contra os investimentos chineses após reforçar o controlo das autoridades em setores estratégicos de sua economia, informa o jornal El Confidencial.

Berlim foi o primeiro a atuar. O governo de Angela Merkel aprovou um decreto que reforça o controle dos investimentos provenientes de países de fora da UE em setores estratégicos.

Segundo a fonte, o primeiro país que é afetado por estas medidas, será a China, país que acusam de violar as condições de concorrência ao financiar com dinheiro público suas empresas. As restrições foram adotadas apesar de a China e a Alemanha fazerem parte de uma aliança contra a política protecionista de Donald Trump.

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Entre os setores-chave para Berlim se encontram as redes de energia, as usinas nucleares, os abastecimentos de água, as redes de telecomunicações, os hospitais e os aeroportos.

O objetivo que persegue o governo alemão é ganhar mais tempo, de dois a quatro meses, para analisar as ofertas de compra de empresas localizadas fora da UE.

Com a nova norma, a compra de mais de 25% do pacote acionário de uma empresa alemã por parte de investidores estrangeiros ou da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, na sigla em inglês) pode ser revisada pelo Ministério da Economia, que analisará se coloca em risco a segurança do país.

"Continuamos sendo uma das economias mais abertas do mundo, mas também cuidamos para que as condições de concorrência continuem sendo justas", disse a ministra da Economia, Brigitte Zypries.

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Por sua parte, Angela Merkel, que se reuniu no dia 13 de julho com o seu homólogo francês e com o conselho de ministros franco-alemão em Paris, se mostrou aberta a reformas na política econômica de seu país para a Europa. Não obstante, é pouco provável que possa realizar alguma alteração antes das eleições parlamentares, que serão realizados na Alemanha em setembro.

A França e a Alemanha são os países mais preocupados com as compras de empresas locais, em particular por parte de empresas chinesas.

"Sou favorável a que haja investimentos chineses, asiáticos, americanos, africanos, mas é legítimo ter mecanismos de controle quando esses investimentos são feitos em setores que são estratégicos", afirmou pouco antes, por seu lado, o presidente francês Emmanuel Macron.

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