Manobras europeias de Trump: ele é como 'vinho novo, às vezes dá dor de cabeça'

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Ao comentar a viagem pela Europa do presidente dos EUA, Donald Trump e as mudanças em seu discurso antes e depois do encontro com Vladimir Putin, o político tcheco Jaromir Kohlicek, propôs uma comparação interessantíssima: ele igualou o líder norte-americano com vinho jovem, que "dá dor de cabeça" se beber demasiado.

Antes de seu primeiro encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, a margem da cúpula G20 em Hamburgo, Donald Trump fez uma escala em Varsóvia, onde criticou duramente Moscou.

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No entanto, já em Hamburgo, o presidente norte-americano estava mais reservado e respeitoso em relação a seu homólogo russo.

Jaromir Kohlicek, político tcheco e membro do Parlamento Europeu, falou para a Sputnik República Tcheca sobre a primeira "viagem europeia" do líder dos EUA, oferecendo uma comparação surpreendente e interessante.

"Sabem, na política ele parece para mim uma espécie de ‘vinho novo’: é leve e maravilhoso, quando o prova. Mas dá dor de cabeça quando bebe muito", disse o político à Sputnik República Tcheca.

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Segundo ele, todos estavam esperando o que aconteceria com Trump após a vitória surpreendente dele. Enquanto a candidatura de Hillary Clinton e sua política como presidente dos EUA teriam sido mais previsíveis, Trump, como político, continua sendo um desconhecido, que, de vez em quando, provoca dores de cabeça.

Jaromir Kohlicek disse que na Polônia, um dos aliados mais leais dos EUA, o líder norte-americano apontou para russofobia dos poloneses. No entanto, ele simplesmente não poderia ter usado a mesma estratégia durante as negociações com o presidente russo, Vladimir Putin. É lógico, que Trump estava completamente diferente em Hamburgo, onde trocou sua política por uma mais pragmática.

Segundo o político tcheco, ainda há de esperar quando esta "parte realista" de Donald Trump prevalecerá ao longo de sua formação política.

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No mundo, há uma tendência, disse o político tcheco, de interpretar todos os acontecimentos do ponto de vista russofóbico, sendo um ataque cibernético ou alegada intervenção nas eleições presidenciais.

Ele também opinou que, na véspera das eleições alemãs, quaisquer irregularidades poderão ser justificadas pela "mão de Moscou", apesar de os alemães não recorrerem ativamente aos argumentos da russofobia nas disputas políticas.

Porém, na República Tcheca, o assunto dos chamados "hackers russos" já está ganhando força antes das eleições parlamentares e presidenciais, disse.

"Nada mudará o Parlamento Europeu. Lá há certos grupos que se uniram, baseando-se no princípio de antagonismo à Rússia. Eles são na maioria deputados da Polônia e dos Países Bálticos. Eles insistem em aumentar o nível de sentimentos russofóbicos, querendo propagá-los pela União Europeia, que eles consideram uma federação, algo semelhante aos Estados Unidos da Europa", destacou.

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No entanto, Jaromir Kohlicek notou que a situação pode mudar depois das eleições no Parlamento Europeu de 2019, quando os assentos dos deputados poderão mudar um pouco de donos: a Ucrânia e a Polônia, em conformidade a certas razões objetivas, poderão enviar ao Parlamento Europeu deputados mais fiéis à Rússia.

Falando da Ucrânia, isso pode ser explicado também pela catástrofe econômica, enfrentada pelo país, concluiu o político.

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