OTAN faz 'propaganda bombástica' sobre nacionalistas lituanos que lutavam contra URSS

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A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia Maria Zakharova criticou o vídeo em que a OTAN apresentou os nacionalistas que lutaram contra o regime soviético nos Países Bálticos como heróis.

"Lembro-me como há meio ano a comunidade internacional, incluindo as mídias principais, discutiu se era admissível coreografar danças usando o tema do Holocausto. Tenho muita esperança que estas mesmas pessoas, que, de acordo com as suas palavras, não são indiferentes a uma relação cuidadosa com os eventos trágicos da história, avaliem a ação repugnante da OTAN. Espero que ninguém necessite ser lembrado sobre as execuções em massa de que participaram aqueles que depois começaram a se identificar como 'Irmãos da Floresta'", acrescentou Zakharova na sua página oficial no Facebook.

Antes, a OTAN publicou um vídeo de 8 minutos em que os "Irmãos da Floresta" são apresentados como heróis que se dedicavam exclusivamente à luta pela independência dos seus países da União Soviética e que eram largamente apoiados pela população civil que desejava a recuperação da soberania.

Os autores do vídeo acrescentam também que o espírito desse grupo vive nas atuais forças especiais dos três países do Báltico.

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Zakharova: ao contrário do Ocidente, Rússia não vai produzir notícias falsas
Maria Zakharova pediu aos jornalistas, historiadores e analistas políticos que não fiquem indiferentes.

"A deturpação histórica, divulgada conscientemente pela OTAN para questionar os resultados do Julgamento de Nuremberg, deve ser impedida! Se hoje Bandera é um herói e os 'Irmãos da Floresta' são guerrilheiros que salvavam o Báltico, o que irá acontecer amanhã?", acrescentou Zakharova.

De acordo com o analista independente de questões de segurança global Igor Nikolaichuk, a OTAN elaborou uma nova arma de propaganda a partir de material que já não é atual mesmo nos países do Báltico.

​"A necessidade de uso do tema dos 'Irmãos da Floresta' já não existe nem nos próprios Países Bálticos, a questão já não é atual, as elites locais já não a discutem. O período mais ativo foi há 10 ou 15 anos. Agora a iniciativa não partiu dos países do Báltico, é a OTAN que precisa disso. A OTAN tem a ideia louca de defender o flanco báltico da 'agressão russa'. A OTAN tem que mostrar que a Rússia pretende alegadamente se comportar agressivamente com os países-membros da OTAN", acrescentou Igor Nikolaichuk ao serviço russo da rádio Sputnik.

Assim, de acordo com ele, a OTAN quer poder explicar a necessidade de reforço militar e dos exercícios constantes na região, e foi só por isso que a Aliança regressou a este tema dos "Irmãos da Floresta".

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