Especialista sobre armas químicas de Assad: CIA é mestre em falsificação

© Sputnik / Mikhail Voskresensky / Abrir o banco de imagensBase aérea de Shayrat após ataque norte-americano de abril de 2017
Base aérea de Shayrat após ataque norte-americano de abril de 2017 - Sputnik Brasil
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Cientista político-militar, Oleg Glazunov, diz que os EUA não têm quaisquer provas que o regime sírio usou armas químicas.

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A inteligência norte-americana tem provas que o regime de Assad usou armas químicas em 4 de abril na cidade de Khan Shaykhun, declarou o diretor da CIA, Mike Pompeo.

Segundo ele, depois dos acontecimentos de abril na Síria, o presidente dos EUA, Donald Trump, mandou descobrir a verdade sobre o assunto. Para fazer isso, a inteligência norte-americana trabalhou com parceiros dos EUA.

"Eu lhe disse [a Trump] que a inteligência descobriu que o ataque químico foi realizado pelo regime sírio. Eu sabia que a inteligência tinha provas tangíveis. Eu lhe disse que temos certeza absoluta", sublinhou Pompeo.

O cientista político-militar russo, Oleg Glazunov, disse ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA não têm provas.

"Não têm quaisquer provas. Mais uma vez, é a política de padrões duplos. Recordemos como nos tentaram convencer que no Iraque havia armas químicas dizendo que havia provas. Depois entendemos que tudo isso era uma falsificação. Hoje se observa a mesma falsificação. Ninguém fala das armas químicas do Daesh. Em Mossul havia um grande laboratório químico onde trabalhavam ex-militares de Saddam Hussein e químicos da Europa e dos EUA que ajudavam o Daesh a criar armas químicas. Há informação suficiente para escrever vários volumes. Mas, por alguma razão eles [representantes da CIA] guardam silêncio sobre isso, enquanto inventam mitos e fantasias sobre Bashar Assad. A CIA é mestre em falsificação e o faz para derrubar o líder desagradável para os EUA. Eles farão um acordo com o diabo para atingir os objetivos dos EUA: derrubar Bashar Assad por todos os meios possíveis", disse Oleg Glazunov.

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A oposição síria denunciou, em 4 de abril, um suposto ataque com armas químicas na cidade de Khan Shaykhun (província de Idlib) que deixou mais de 80 mortos, segundo a Organização Mundial de Saúde. Ela acusara o exército sírio de usar armas químicas, mas o exército negou todas as acusações. Em vez de uma investigação, em 7 de abril a base de Shayrat, a partir da qual, alegadamente, teria sido realizado o ataque de 4 de abril, foi atacada com 59 mísseis dos EUA.

O presidente da Síria Bashar Assad disse em entrevista à Sputnik que o ataque químico foi inventado para justificar o lançamento dos mísseis contra Shayrat.

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