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Moro diz que não decretou prisão de Lula por 'prudência'

© Geraldo Magela / Fotos PúblicasO juiz federal Sério Moro, durante segunda sessão de debates temáticos destinada a discutir o Projeto de Lei do Senado nº 280, de 2016, que define os crimes de abuso de autoridade
O juiz federal Sério Moro, durante segunda sessão de debates temáticos destinada a discutir o Projeto de Lei do Senado nº 280, de 2016, que define os crimes de abuso de autoridade - Sputnik Brasil
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado nesta quarta-feira (12) a 9 anos e meio de prisão no âmbito da Operação Lava Jato. O juiz Sérgio Moro, entretanto, não determinou a prisão preventiva de Lula.

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Como Moro é juiz de primeira instância, sua sentença não é o suficiente para que a pena seja cumprida imediatamente. O juiz chegou a mencionar em sua sentença que por "certas táticas" da defesa de Lula aliadas a "episódios de orientação a terceiros para destruição de provas, até caberia cogitar a decretação da prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva". Mas, segundo o juiz, "a prisão cautelar de um ex-presidente da República” envolve “certos traumas”.

"Tem ele [Lula], orientado por seus advogados, adotado táticas bastante questionáveis, como de intimidação do ora julgador, com a propositura de queixa-crime improcedente, e de intimidação de outros agentes da lei, procurador da República e delegado, com a propositura de ações de indenização por crimes contra a honra”, diz a sentença.

"Entretanto, considerando que a prisão cautelar de um ex-presidente da República não deixa de envolver certos traumas, a prudência recomenda que se aguarde o julgamento pela Corte de Apelação antes de se extrair as consequências próprias da condenação", destacou Moro. 

O juiz federal concluiu a sentença afirmando que "é de todo lamentável que um ex-presidente da República seja condenado criminalmente, mas a causa disso são os crimes por ele praticados e a culpa não é da regular aplicação da lei".

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