Venezuela: violência aumenta com a aproximação da Constituinte (VÍDEO)

© REUTERS / Carlos Eduardo RamirezUma patrulha de policiais durante os confrontos com manifestantes de oposição em San Cristobal, na Venezuela.
Uma patrulha de policiais durante os confrontos com manifestantes de oposição em San Cristobal, na Venezuela. - Sputnik Brasil
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No próximo dia 30 de julho será realizada a eleição dos membros da Assembleia Constituinte da Venezuela. A oposição já prometeu que impedirá a realização do evento e intensificou as manifestações.

Após de 100 dias de violentos protestos, a oposição ao governo da Venezuela anunciou mais uma vez uma ofensiva final contra o presidente do país, Nicolás Maduro.

Nesta segunda-feira, o partido de extrema direita, Vontade Popular, convocou um "trancaço", com objetivo de paralisar as principais ruas e estradas do país. 

Durante o dia, pelo menos 9 militares da Guarda Nacional Bolivariana ficaram feridos, 7 deles, inclusive, foram atingidos por uma explosão detonada a distância.

A oposição continua defendendo a convocação para um referendo ilegal contra o presidente Maduro e ameaça impedir a eleição da Assembleia Nacional Constituinte, explicou o especialista em relações internacionais Basem Tajeldine. Segundo ele, a escalada da violência da oposição na Venezuela lembra os episódios ocorridos antes do golpe de Estado na Ucrânia, em 2014.

"No país, pouco a pouco, foram aumentando as ações violentas. Em um certo momento, o presidente ucraniano precisou ceder. O cenário atual na Venezuela lembra muito aquilo que estava acontecendo na Ucrânia", disse o especialista à emissora russa RT. 

O interlocutor do canal explicou que por anos a oposição "vem atuando junto a um setor da população, que hoje aceita a violência e a morte com completa naturalidade. É um setor que acredita de verdade estar lutando contra uma ditadura. Uma ditadura que não existe".

Segundo Tajeldine, o objetivo da violência da oposição seria criar um "governo de transição", tal como ocorreu em outros países, que prontamente "seria reconhecido pelos Estados Unidos". 

A ex-deputada e atual candidata à Assembleia Nacional Constituinte, Aleydys "La Chiche" Manaure, concorda com o Tajeldine e afirmou que as manifestações não contam com apoio popular. 

"A oposição não conta com uma base de apoio popular. As últimas pesquisas demonstram que quase 90% da população é contra os protestos violentos". 

Manaure destacou que, por outro lado, os partidos da oposição "estão sendo pressionados por aqueles que coordenam essas ações violentas e que, em última instância, são os seus financiadores estrangeiros", conclui.

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