Putin critica 'russofobia' da Ucrânia e desmente interferência nas eleições da Alemanha

© Sputnik / Alexey Druzhinin / Abrir o banco de imagensVladimir Putin, presidente da Rússia
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O presidente russo Vladimir Putin criticou neste sábado o que chamou de “russofobia” negociada como uma espécie de mercadoria por parte das autoridades da Ucrânia, país com quem Moscou possui uma série de discordâncias diplomáticas.

“Eles têm apenas uma mercadoria que conseguem vender bem: a russofobia. Além disso, comercializam as políticas da divisão da Rússia e Ucrânia, da separação das cidades dos dois Estados”, afirmou o presidente russo, no ultimo dia do G20, realizado na Alemanha.

A Ucrânia ainda enfrenta conflitos internos no leste do país que começaram em 2014, quando localidades tentaram a sua independência de Kiev. Os ucranianos, por sua vez, acusaram o Kremlin de apoiar os militantes contrários ao governo.

Putin também falou de outros temas, como as acusações sobre uma possível interferência russa nas eleições da Alemanha, que acontecem no segundo semestre deste ano. De acordo com o presidente russo, os alemães são os “sócios econômicos e comerciais mais importantes na Europa”.

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“Por que [interferir nas eleições alemãs]? Não queremos nos intrometer em processos políticos internos”, comentou Putin, quando questionado sobre o tema por um jornalista.

Autoridades da Alemanha já divulgaram temer que ataques vindos da Rússia prejudiquem o processo eleitoral no país, a exemplo da polêmica em torno da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. A Rússia já negou que interfira nas eleições de outras nações.

Síria

Vladimir Putin falou ainda sobre o destino do presidente sírio Bashar Assad. De acordo com ele, caberá ao povo da Síria decidir sobre a permanência ou não do governante no centro do poder, em Damasco. E não importa o que os EUA pensem a respeito, enfatizou.

Na última semana, o secretário de Estado norte-americano Rex Tillerson disse não ver “perspectiva nenhuma de que será longa a vida política de Assad e sua família”.

“O senhor Tillerson é uma pessoa respeitada, tem uma medalha russa, a Ordem de Amizade, o respeitamos, mas ele não é um cidadão sírio”, analisou Putin.

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