Por que os EUA têm tanta pressa em implementar novo cessar-fogo na Síria?

© AP Photo / Hammurabi's Justice NewsMilitares americanos e rebeldes do Maghaweer al-Thawra, apoiado pelos EUA, em Tanf, no sul da Síria
Militares americanos e rebeldes do Maghaweer al-Thawra, apoiado pelos EUA, em Tanf, no sul da Síria - Sputnik Brasil
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O acordo de cessar-fogo no sudoeste da Síria pode ser uma tentativa dos Estados Unidos de salvar os rebeldes sírios da derrota, avalia o diretor executivo do Instituto Ron Paul para a Paz e a Prosperidade, Daniel McAdams em entrevista à Sputnik.

"Precisamos nos atentar às letras pequenas nesse acordo de cessar-fogo na Síria. Eu sou cético quanto à capacidade desta nova proposta dos EUA resultar na redução da violência na guerra", afirmou McAdams. "Parece que sempre que o lado dos EUA experimenta perdas significativas no campo de batalha, Washington apresenta uma proposta de cessar-fogo em uma tentativa desesperada de salvar seus 'rebeldes' da derrota".

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Tillerson revela 'boa química' entre Putin e Trump
McAdams sugeriu que o melhor acordo entre Putin e Trump na Síria seria "uma retirada negociada das forças dos EUA do país, que ocupam ilegalmente o território sírio".

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que Donald Trump e Vladimir Putin concordaram com um cessar-fogo no sudoeste da Síria a partir do meio dia, no dia 9 de julho.

Os Estados Unidos e a Rússia apoiam os lados opostos no conflito de seis anos da Síria. Moscou deu suporte às forças leais ao presidente sírio, Bashar Assad e Washington legitima grupos rebeldes que buscam a deposição do líder.

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