'Washington pode tomar medidas sem precedentes na Síria'

© AP Photo / Ford Williams/U.S. NavyNesta imagem fornecida pela Marinha dos Estados Unidos, o destrutor de mísseis guiados USS Porter (DDG 78) lança um míssil de ataque de terra tomahawk no Mar Mediterrâneo, sexta-feira, 7 de abril de 2017.
Nesta imagem fornecida pela Marinha dos Estados Unidos, o destrutor de mísseis guiados USS Porter (DDG 78) lança um míssil de ataque de terra tomahawk no Mar Mediterrâneo, sexta-feira, 7 de abril de 2017. - Sputnik Brasil
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Especialista explica a razão que está por trás da decisão dos EUA (e as possíveis consequências) de concentrar forças perto da base da síria de Shayrat.

De acordo com a CNN, navios e aeronaves das Forças Armadas dos Estados Unidos estão sendo colocados em posições de ataque para realizar um possível ataque contra a base aérea síria de Shayrat.

Em comentário para o serviço russo da Rádio Sputnik, o professor Alekandr Gusev, doutor em Ciências Políticas e diretor do Instituto de Planejamento Estratégico da Rússia, ressaltou que, em tais circunstâncias, há uma grande probabilidade de novas provocações.

"Nesta situação, os norte-americanos podem tomar medidas sem precedentes e começar a atacar Shayrat com seus mísseis Tomahawk. Isso poderia levar a uma grave escalada do conflito na Síria", considerou o especialista.

Destróier Lassen da marinha dos EUA - Sputnik Brasil
'Washington espera apenas um pretexto para atacar a Síria'
Gusev lembrou o ataque levado a cabo pelos EUA em 7 de abril. Naquela ocasião, as forças norte-americanas lançaram 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk, a partir de navios de guerra posicionados no Mediterrâneo, contra a base aérea de Shayrat, na província síria de Homs. O ataque foi uma retaliação pelo suposto uso de substâncias tóxicas em Idlib de que Washington culpou Damasco.

"Eu acho que é absolutamente claro, mesmo para os americanos, que [o presidente sírio] Bashar Assad não usou armas químicas. É claro que [o ataque dos EUA] se tratou de uma provocação. Tal situação pode se repetir agora", afirmou o professor.

Atualmente, no mar Mediterrâneo se encontram o porta-aviões USS George H. W. Bush, dois destróiers e dois cruzadores equipados com mísseis de cruzeiro Tomahawk. Além disso, um potencial ataque pode envolver dezenas de aviões da Força Aérea norte-americana, implantada nesta região do Mediterrâneo.

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