Pior sofrimento desde 1953, diz Mattis sobre possível guerra entre EUA e Coreia do Norte

© REUTERS / Jonathan ErnstSecretário de Defesa dos EUA, general James Mattis
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O secretário de Defesa dos Estados Unidos James Mattis disse nesta quinta-feira que uma eventual guerra contra a Coreia do Norte seria a pior “em termos de sofrimento humano” desde 1953, quando um armistício paralisou a Guerra da Coreia.

Por isso, disse Mattis, os EUA estão buscando esgotar todos os esforços diplomáticos possíveis a fim de evitar um conflito militar com Pyongyang.

“Vamos vencer. Será uma guerra mais séria em termos de sofrimento humano do que tudo o que vimos desde 1953. Isso envolverá o bombardeio maciço de uma capital aliada [Tóquio], que é uma das cidades mais densamente arrasadas da terra”, disse Mattis durante uma audiência do Comitê de Doações da Câmara dos EUA.

De acordo com o secretário, é essa a razão para o presidente Donald Trump estar buscando todas as maneiras de pressionar o regime comunista comandando por Kim Jong-un a conter o avanço do seu programa nuclear. Uma das estratégias é apelar para esforços de aliados dos norte-coreanos, como a China e a Rússia.

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Desde a visita do presidente chinês Xi Jinping aos EUA, em abril, Pequim tem sido vista como uma forte aliada na tentativa de fazer a Coreia do Norte ouvir aos apelos da comunidade internacional, em meio aos muitos testes já realizados apenas em 2017 pelo país asiático.

“Estamos trabalhando através da China para garantir que a China entenda que a Coreia do Norte é hoje um fardo estratégico para eles, não é um bem estratégico e a China realmente respondeu de certa forma positivamente. Estamos esgotando todos os esforços diplomáticos possíveis a este respeito”, explicou.

Novas conversas entre autoridades norte-americanas e chinesas devem acontecer em breve, tendo sempre em vista que uma impossibilidade diplomática apresenta um futuro devastador para a região.

“Então, seria grave, seria uma guerra catastrófica, especialmente para pessoas inocentes em alguns dos nossos países aliados, para incluir o Japão com muita probabilidade. Mas também está fazendo tudo o que é possível para não acontecer e resolver isso através de meios diplomáticos”, completou Mattis.

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