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Conflito aberto entre exército sírio e coalizão liderada pelos EUA pode começar em breve

© AFP 2021 / LOUAI BESHARACidade síria de Tanf, província de Homs, perto das fronteiras com Iraque e Jordânia
Cidade síria de Tanf, província de Homs, perto das fronteiras com Iraque e Jordânia - Sputnik Brasil
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A coalizão internacional realizou em 8 de junho o terceiro ataque aéreo contra as forças pró-governamentais sírias perto da base de Al Tanf.

Avião da coalizão internacional liderada pelos EUA - Sputnik Brasil
Coalizão liderada pelos EUA mata mais de 30 civis com bombardeio na Síria
Este não é o primeiro incidente deste tipo: em 18 de maio, militares americanos atacaram os partidários de Assad perto de Al Tanf. O segundo ataque contra as forças pró-governamentais na região foi levado a cabo em 6 de junho.

De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, o ataque mais recente faz parte da operação de defesa própria e não condiz com escalada de conflito.

"Entretanto, ataques do Pentágono contra as forças sírias se tornaram regulares: em abril foi contra a base aérea Shayrat, em junho — contra Al Tanf. Não parece ser autodefesa", comentou o analista político Aleksandr Khrolenko para a Sputnik.

A chancelaria síria qualificou o ataque como um crime cometido pela "coalizão internacional ilegítima encabeçada pelos EUA". Damasco sublinhou, porém, que durante os últimos três anos, os Estados Unidos e seus aliados têm levado a cabo suas operações contra o Daesh, organização terrorista proibida na Rússia e em outros países, sem autorização do governo sírio.

As forças aliadas do governo sírio, inclusive as tropas iranianas e a organização terrorista Hezbollah libanesa, em resposta à agressão contra Damasco, ameaçaram a coalizão, liderada pelos EUA, com um ataque de represália.

Região estratégica

Atualmente, o Exército sírio e seus aliados estão avançando ao longo da estrada que liga Damasco e Bagdá, uma rota estratégica no sudoeste da Síria. A autoestrada também é um ponto de interesse para a coalizão encabeçada pelos EUA, especialmente na zona de Al Tanf, onde a Síria tem fronteira com o Iraque e a Jordânia.

Foto de 22 de setembro de 2016 mostra um soldado britânico perto de um caça Eurofighter Typhoon na base de Akrotiri da Força Aérea Real em Chipre, antes de decolar para uma missão da coalizão no Iraque - Sputnik Brasil
Ações da coalizão dos EUA na Síria apenas dificultam derrota do Daesh
Os Estados Unidos, por sua vez, possuem uma base militar em Al Tanf que facilita as manobras das forças no Iraque e permite o controle de uma grande parte da província de Palmira.

As forças de oposição, apoiadas pelos EUA, permanecem instaladas perto de Al Tanf até que o Daesh seja completamente derrotado na zona do Eufrates. Entretanto, o próprio Pentágono afirmou anteriormente que a presença forte da coalizão na região se justifica pelas possíveis ameaças por parte das forças sírias.

Risco de confronto

"Está claro que os Estados Unidos tentam debilitar a capacidade do Exército sírio e desejam deter sua ofensiva em Al Tanf. Os ataques da coalizão americana contra o Exército sírio e seus aliados foram deliberados", sublinhou Khrolenko.

"Se esta coalizão criar mais problemas para o processo de paz, um confronto aberto ao redor de Al Tanf é completamente possível. Neste caso, o Exército da Síria e o Irã podem atacar as forças da coalizão e os grupos de oposição apoiados pelos EUA", concluiu o colunista.

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