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Chanceler do Qatar se reúne com Lavrov em Moscou em busca de apoio

© Sputnik / Maksim Blinov / Abrir o banco de imagensRussian Foreign Minister Sergey Lavrov, right, and his Qatari counterpart Mohammed Al Thani during their meeting in Moscow
Russian Foreign Minister Sergey Lavrov, right, and his Qatari counterpart Mohammed Al Thani during their meeting in Moscow - Sputnik Brasil
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Hoje (10) de manhã, em Moscou teve lugar uma reunião entre o chanceler russo Sergei Lavrov e seu homólogo qatarense, Mohammed bin Al-Thani, que chegou à Rússia para buscar apoio no âmbito do recém-despoletado escândalo diplomático em torno de Doha.

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No início do encontro, o chefe da diplomacia do Qatar agradeceu ao ministro russo pela ajuda na solução de problemas que surgiram após a ruptura de relações diplomáticas com Doha por uma série de países árabes da região e expressou sua esperança na manutenção do diálogo.

O chanceler russo, por sua vez, manifestou que a Rússia não intervém nos assuntos internos dos outros países ou nas suas relações com terceiros países, mas está muito preocupada com o deterioramento das relações entre seus parceiros. Lavrov frisou que Moscou considera importante que "quaisquer divergências se resolvam à mesa das negociações e através de um diálogo reciprocamente respeitoso e em igualdade de direitos".

"O objetivo final desta visita é dar a conhecer à Rússia os eventos e as medidas empreendidas contra o Qatar. Particularmente, as medidas ilegítimas. Neste aspecto, gostaria de confirmar a postura do Qatar de que todos os litígios devem se resolver através do diálogo, sendo o formato do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo é mais oportuno para tal diálogo", sublinhou o ministro do Qatar.

Sergei Lavrov, por sua vez, realçou que, na opinião da chancelaria russa, a maior ameaça para os países do golfo Pérsico hoje em dia é o terrorismo, e a luta contra ele só pode ser assegurada através de uma união entre os países da região e os atores estrangeiros.

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"Claro que é preciso enxergar o mais importante no contexto de tudo o que se passa, e o mais importante, em nossa opinião, é que o terrorismo hoje em dia representa a maior ameaça aos países da região e fora dela. É essencialmente importante se focar em cooperar, unir os esforços para prevenir e neutralizar esta ameaça", ressaltou.

O ministro adiantou que "é precisamente por esta postura que nós [Ministério das Relações Exteriores da Rússia] mantemos o contato com a maioria dos participantes dos processos que estão decorrendo e realizamos conversas telefônicas do presidente russo com seus colegas na região".

"Nossa conversa de hoje dará continuidade a estes esforços. Tudo o que a Rússia possa fazer, tendo o acordo ou interesse das partes envolvidas, tudo isso nós iremos tentar concretizar", adiantou.

Mais cedo, no dia 5 de junho, seis países árabes, começando com o Bahrein, declararam a ruptura de relações diplomáticas com o Qatar. Depois do Bahrein, essa decisão foi tomada pela Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen e Líbia.

Posteriormente, as Maldivas seguiram a mesma ação de ruptura de relações. Tal decisão drástica é explicada pelo suposto apoio prestado por Doha ao terrorismo. Bahrein também suspendeu as comunicações aérea e marítima entre Manama e Doha, proibindo que seus cidadãos visitem o Qatar e vice-versa. Por sua vez, o Qatar nega as acusações.

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