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Mulheres favoráveis às eleições diretas vão ocupar São Paulo no domingo

© REUTERS / Nacho DoceUma integrante do MST participa de um ato no âmbito da greve geral de 28 de abril de 2017 em São Paulo
Uma integrante do MST participa de um ato no âmbito da greve geral de 28 de abril de 2017 em São Paulo - Sputnik Brasil
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No próximo domingo, dia 11 de junho, as mulheres pretendem parar São Paulo com o ato Mulheres pelas Diretas e pelos Direitos, que vai acontecer a partir de 12h no Largo do Arouche, região central da cidade.

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A Sputnik Brasil entrevistou com exclusividade Laryssa Sampaio, integrante do movimento Levante Popular da Juventude e uma da organizadoras do ato. Para ela, domingo será um dia "organizado por mulheres, para mulheres".

"Ainda há na esquerda, e em toda a sociedade, um machismo bem arraigado, então a ideia desse ato, e o diferencial, é ser organizado por mulheres e para mulheres. Com músicas produzidas por mulheres. A gente vai focar no que é a perda de direitos, como vai atingir as mulheres."

© Foto / ReproduçãoLaryssa Sampaio
Laryssa Sampaio - Sputnik Brasil
Laryssa Sampaio

Laryssa destacou que uma das pautas do Mulheres pelas Diretas e pelos Direitos é a escolha de um novo governante por meio de eleições diretas, "assim como 89% da população brasileira", diz, em referência a uma recente pesquisa do Vox Populi encomendada pela Central Única dos Trabalhadores.

"Defender as diretas hoje é defender a democracia, defender que o povo escolha seu próprio governante, e não que eles, como já estão fazendo, [escolham] com suas alianças um novo governo que não condiz com o que o povo quer, com o que as mulheres querem."

A integrante do Levante Popular da Juventude afirma que as mulheres marcharão contra a PEC 29/2015, que veta o aborto legal (em casos de risco de vida à gestante, estupro e/ou anencefalia). A lista completa das pautas do ato pode ser conferida no seu evento no Facebook.

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