Contratos milionários marcam 30º aniversário da presença nuclear russa no mercado dos EUA

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Produção de urânio natural na jazida do campo de minério Khiagdinskoe - Sputnik Brasil
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Há 30 anos, Rússia disponibiliza urânio enriquecido aos EUA, celebrando 25 contratos grandiosos em 2017 que totalizam 6.500 milhões de dólares aproximadamente, comunica o portal Vestifinance.

A empresa russa Tenex, filial da Rosatom, vem colaborando com 19 empresas americanas na área de produção de combustível nuclear baseado no urânio russo.

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Vale destacar que os respectivos contratos abrangem o prazo até o ano de 2028. As cotas, vigentes nos EUA desde 1992 como uma medida de restrição das entregas do material nuclear russo e modificadas em 2008, são previstas até 2020 e avaliadas em 20% das necessidades do mercado atômico americano, já que estão quase esgotadas, comunica a instituição.

As cotas para o período entre 2011 e 2016 já se esgotaram por completo, comunicou o portal Vestifinance.

A primeira entrega deste tipo é do ano de 1987, no contexto dos acordos soviético-americanos sobre o uso do urânio de tipo militar para a produção de energia.

Além de entregar o material nuclear, a Tenex oferecia ao mercado dos EUA o serviço de enriquecimento de urânio para a produção do dito combustível.

Apesar da "instável conjuntura política e econômica", o mercado americano sempre foi importante para a Tenex, e a empresa gozava de apoio de seus parceiros americanos no momento de modificação das restrições comerciais estabelecidas por Washington.

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Na atualidade, outras filiais da Rosatom estão entrando no mercado americano. Por exemplo, a empresa atômica TVEL, fabricante de combustível nuclear destinado a reatores de diferentes tipos, desenhou seu primeiro produto adaptado para as usinas nucleares dos EUA, onde busca oferecer uma alternativa viável para os produtores locais.

A Rússia mantém a liderança no setor nuclear a nível internacional. O projeto mais destacado da indústria nuclear russa é Proryv (Avanço, em português), sendo que ele busca dominar as tecnologias de reatores seguros de ciclo de combustível fechado.

Isso acabaria com os problemas essenciais de energia nuclear: aumento constante dos volumes de lixo nuclear e dos riscos para o meio ambiente, fazendo da energia atômica uma fonte alternativa ao nascente setor de energia renovável.

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