Poderá Pyongyang criar uma bomba ainda mais mortífera?

© Sputnik / Ilia PitalevInaguração do Museu da Vitória na Guerra Pátria em Pyongyang, julho de 2013
Inaguração do Museu da Vitória na Guerra Pátria em Pyongyang, julho de 2013 - Sputnik Brasil
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Apoderar-se de uma bomba termonuclear coincide com a estratégia da Coreia do Norte e "pode se tornar uma prioridade" para os militares norte-coreanos, escreve o analista Paul Bracken para a revista The National Interest.

Os alarmes vigentes ligados ao programa nuclear de Pyongyang tratam do assunto de suas capacidades científicas e industriais, e o tempo necessário para atingir marcos essenciais: criar uma ogiva nuclear de menor tamanho, posicioná-la em um míssil e construir um míssil intercontinental.

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Mas é possível ir além desses problemas e explanar a teoria sobre as consequências do desenvolvimento de uma bomba termonuclear pela Coreia do Norte, oferece Paul Bracken, doutor em ciências políticas da Universidade de Yale.

Uma arma termonuclear é muito mais poderosa que uma bomba atômica "convencional", assim como é muito mais difícil de produzir.

EUA demoraram sete anos para desenvolvê-la, com a participação dos cientistas mais famosos do país. A China, por sua vez, conseguiu fazê-lo em apenas três anos após seu primeiro teste nuclear, em 1964, sendo privada de qualquer apoio da União Soviética neste respeito, Bracken relembra. De qualquer maneira, é um enorme sucesso com importantes implicações internas e internacionais.

Ao obter uma bomba termonuclear, a Coreia do Norte mudaria significativamente a situação, opina o autor. A nível local, seria objeto de orgulho nacional que consolidaria a nação. A nível internacional, forçaria uma reconsideração de todas as abordagens existentes para o "reino eremita", opina o professor.

"Com cerca de trinta bombas atômicas e um par de bombas termonucleares, será impossível ignorar as consequências de qualquer escalada […] Ninguém poderá pressionar o país", observa Bracken.

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Uma explosão de uma ogiva termonuclear, produzida na península Coreana, levaria radiação ao Japão, Coreia do Sul e EUA, para não falar de todos os vizinhos do país asiático, como China e Rússia.

Nem sequer pode se tratar de uma resposta a uma intervenção militar, tão discutida nos últimos meses, adverte o autor.

O risco de colapso do país devido às sanções ou restrições comerciais receberia uma nova dimensão. Também não podem ser ignorados os riscos associados a um possível golpe de Estado contra Kim Jong-un. Uma "simples" falha na manutenção ou falha na cadeia de comando também seria possível, de acordo com Bracken.

"O raio mortífero da destruição de uma bomba termonuclear solidificaria a Coreia do Norte como 'barril de pólvora' do Nordeste Oriental […] com um monte de riscos estratégicos capazes de causar a 'erupção'", conclui o especialista.

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