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Análise: OTAN envia mensagem política 'vazia' ao unir-se à coalizão de combate ao Daesh

© AFP 2021 / ERIC FEFERBERG / AFPLíderes dos países-membros da OTAN participam de cerimônia na sede da OTAN em Bruxelas, 25 de maio de 2017
Líderes dos países-membros da OTAN participam de cerimônia na sede da OTAN em Bruxelas, 25 de maio de 2017 - Sputnik Brasil
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A decisão da OTAN de se juntar à coalizão liderada pelos EUA contra o grupo terrorista Daesh, sem participar de operações de combate, envia uma mensagem política vazia e sem sentido, disseram especialistas à Sputnik.

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Na quinta-feira, o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, anunciou em um comunicado que a aliança se unirá à coalizão liderada pelos EUA para derrotar o Daesh, que consistirá em reabastecimento aéreo e compartilhamento de inteligência. Segundo Stoltenber, a adesão da aliança envia uma "forte mensagem política".

"Isso enviará uma 'forte mensagem política' de que a OTAN ainda sabe enviar fortes mensagens políticas", ironizou o diplomata canadense aposentado, Patrick Armstrong.

Armstrong também observou que a declaração de Stoltenberg foi prejudicada no mesmo dia pela crítica pública sem precedentes do presidente Donald Trump aos países-membros da aliança por não cumprirem suas obrigações militares e financeiras, durante a cúpula de Bruxelas, da qual ambos estavam participando.

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Já o professor da Universidade de Rhode Island, Nicolai Petro, disse à Sputnik que a OTAN não possui força militar e influência política necessária para realizar uma contribuição significativa à luta contra o Daesh.

"Se a OTAN tivesse qualquer contribuição a oferecer para a resolução do conflito sírio, já o teria feito", disse o especialista.

Stoltenberg falou de uma posição de fraqueza e não de força. Seus comentários revelavam uma aliança muito fraca e dividida, observou Petro.

"Foi uma declaração de apoio puramente retórica, muito aquém do compromisso que a administração Trump esperava…A explícita negativa da participação de operações de combate de Stoltenberg fala por si só", afirmou o professor.

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