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Descubra os escorpiões que moram no bolso do consumidor brasileiro

© Rafael Neddermeyer/Fotos PúblicasMesmo com índices de inflação em baixa, consumidor continua retraído
Mesmo com índices de inflação em baixa, consumidor continua retraído - Sputnik Brasil
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Os juros estão em queda, as pesquisas apontam aumento de confiança na recuperação da economia e a prévia do IPCA de maio aponta para a menor inflação em dez anos. Por que, então, o consumidor continua tão arredio. O economista Márcio Nakane falou à Sputnik Brasil e explicou porque os escorpiões que moram no bolso do brasileiro custam a sair.

O Índice de Preços ao  Consumidor Amplo  15 (IPCA-15), prévia da inflação mensal, nos últimos 12 meses encerrados em maio, ficou em 3,77%, a primeira vez em que o indicador fica abaixo de 4% em dez anos, abaixo até do centro da meta de inflação de 4,5% definida pelo governo para este ano. Para Nakane, no entanto, a confiança na retomada econômica tem um horizonte mais largo e ainda não se traduz nos números da indústria, do comércio e de serviços, que continuam amargando números negativos de venda e faturamento.

"Vai demorar um tempo até todos esses indicadores reagirem. Tirando a inflação, todo o resto está muito ruim, na verdade: emprego e endividamento das famílias estão muito preocupantes. A inflação baixa que estamos vivendo agora é um reflexo disso. Está baixa porque a atividade econômica está lá no chão", diz o professor da USP, Márcio Nakane, acrescentando que o cenário político também não ajuda. 

O especialista admite, contudo, que o pior já passou, o que está sendo traduzido nos indicadores de confiança. Para que a retomada aconteça, segundo ele, as pessoas têm que ter a garantia de que esse processo vai continuar daqui para frente. Na visão do economista, se a parte política não contaminar muito a economia, pode haver uma recuperação mais forte no segundo semestre. Quanto à política de redução de juros, Nakane questiona se o Banco Central vai manter os cortes mais vigorosos que vinha realizando na taxa Selic.

"A gente deve chegar a um dígito até o final do ano (hoje a taxa está em 11,25%), mas acho que a trajetória daqui até lá vai ser de cautela, com o Banco Central não reduzindo muito fortemente."

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