Putin e Macron se reúnem pela primeira vez em 29 de maio, diz Kremlin

© Sputnik / Aleksei DruzhininPresidente rússo, Vladimir Putin, duranta coletiva de imprensa conjunta com Sergio Mattarella, presidente da Itália
Presidente rússo, Vladimir Putin, duranta coletiva de imprensa conjunta com Sergio Mattarella, presidente da Itália - Sputnik Brasil
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O presidente russo Vladimir Putin visitará o mandatário francês Emmanuel Macron na próxima semana, informaram autoridades russas e francesas nesta segunda-feira. O encontro deve debater temas sensíveis aos dois países como Ucrânia, Síria e conflitos cibernéticos.

A reunião vai acontecer no dia 29 de maio, no Palácio de Versalhes, coincidindo com os 300 anos da relação franco-russa, que data de 1717, quando da visita do czar Pedro I, conhecido como Pedro O Grande.

Macron e Putin se encontrarão três semanas depois da vitória do centrista nas eleições presidenciais da França, superando a líder de direita Marine Le Pen, da Frente Nacional. Durante a campanha, ela fez uma visita a Moscou e foi recebida por Putin, o que foi interpretado por países ocidentais como uma “preferência”, o que foi negado pelo Kremlin.

Há sete meses, Putin cancelou uma visita a Paris por desentendimentos com o ex-presidente francês, François Hollande, que os bombardeios russos sobre a cidade síria de Aleppo poderia ser caracterizados como crimes de guerra.

Segundo o Kremlin, os dois líderes debaterão as relações bilaterais e temas envolvendo o combate ao terrorismo  e as crises na Ucrânia e na Síria. O embaixador russo na França, Alexandrer Orlov, afirmou na semana passada que Moscou possui uma “percepção positiva” de Macron, tido como “muito inteligente, realista e pragmático”.

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Já o novo presidente francês deve colocar um outro tema sobre a mesa no encontro com Putin: a guerra cibernética.

De acordo com a Agência AFP, Macron recentemente teceu críticas a Moscou por supostamente ter lançado mão de uma “estratégia híbrida que combina a intimidação militar e uma guerra de informação, [criando] um novo estado de atuação a nível internacional e especialmente a segurança europeia”.

Tal entendimento fez com que a campanha de Macron vetasse a presença de profissionais da Sputnik e da RT em seus comícios.

Além disso, há três anos Macron também foi crítico aos conflitos envolvendo a reintegração da Crimeia pelo Kremlin, em meio à crise na Ucrânia. 

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