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Operação Lucas: auditor aposentado defende fiscais do Ministério da Agricultura

© Wilson Dias/Agência BrasilAuditores fiscais do Ministério da Agricultura se reúnem e fazem ato público para prestar esclarecimentos à sociedade sobre a importância do trabalho de fiscalização (arquivo)
Auditores fiscais do Ministério da Agricultura se reúnem e fazem ato público para prestar esclarecimentos à sociedade sobre a importância do trabalho de fiscalização (arquivo) - Sputnik Brasil
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Em apenas dois meses, duas notícias abalaram o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MAPA. Em 17 de março, a Polícia Federal anunciou a realização da Operação Carne Fraca, em que donos e gerentes de alguns poucos frigoríficos foram presos. E, nesta semana, novas informações deram conta de novas prisões no âmbito do Ministério.

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Na Operação Carne Fraca, empresários, dirigentes e fiscais do Ministério foram presos pelas investigações que constataram pagamento de propinas aos fiscais por empresários que pretendiam manter à venda carnes com prazos de validade vencidos porém revalidados nas unidades produtoras. Esta semana, a mesma Polícia Federal que esteve à frente da Operação Carne Fraca realizou a Operação Lucas, prendendo no estado de Tocantins a ex-superintendente do Ministério da Agricultura Adriana Carla Floresta, acusada de receber propinas de empresários para que eles e suas empresas não fossem fiscalizados. A Operação Lucas, realizada na terça-feira, 16 de maio, resultou na prisão de Adriana e de outras nove pessoas. No total, a Polícia Federal esteve empenhada no cumprimento de 62 mandados judiciais: 10 prisões temporárias, 16 mandados de condução coercitiva e 36 mandados de busca e apreensão, tudo isso em Brasília e em quatro estados: Tocantins, Pará, Pernambuco e São Paulo.    

Segundo o auditor fiscal aposentado do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Carlos Alberto Magioli, todos esses fatos, embora lamentáveis, foram praticados por uma minoria. Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, Magioli deplorou o comportamento dos funcionários detidos mas salientou que eles não representam a classe dos fiscais:

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"Estou recebendo com pesar estas notícias que estão sendo veiculadas pela imprensa, uma vez que o Brasil, como grande produtor e grande exportador de alimentos, ele tem na sua equipe de fiscais do Ministério da Agricultura pessoas com grande responsabilidade sobre os produtos que chegam à mesa do consumidor. A se concretizar a informação de que auditores fiscais estariam envolvidos nesses fatos, isso poderia representar, de fato, uma grande lacuna no Ministério da Agricultura, a penalizar toda uma classe em detrimento de poucos que, certamente, não representam a grande categoria dos fiscais federais agropecuários, todos sérios e que fazem seu trabalho em prol da comunidade e em prol do desenvolvimento do país."

Para Carlos Alberto Magioli, esses fatos não afetaram a imagem do Brasil nem tampouco a confiança do consumidor tanto no mercado interno quanto externo:

"A princípio, o que se tem noticiado na imprensa é que, no episódio anterior da Carne Fraca, houve uma repercussão internacional como não poderia deixar de ser, uma vez que o Brasil, no caso das carnes, é o maior exportador mundial de carne bovina e de aves. Então, já era de se esperar que houvesse uma repercussão muito grande como de fato aconteceu. Entretanto, a comunidade internacional entendeu perfeitamente as explicações dadas pelo Ministério da Agricultura de que uma pequena parte, insignificante, dos frigoríficos e dos funcionários do Ministério da Agricultura envolvidos nas notícias veiculadas não representariam – como não representaram – a importância do Brasil. Consequentemente, tudo leva a crer que houve uma aquiescência internacional em torno das explicações do Ministério da Agricultura e me parece que as coisas estão sendo normalizadas." 

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