EUA aumentam presença no Báltico para monitorar exercícios militares russos

© AFP 2023 / Petras MalukasBandeiras dos EUA e da OTAN em frente dos caças F-22 Raptor da Força Aérea norte-americana, na Lituânia
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Os Estados Unidos estão planejando aumentar ainda mais a sua presença militar no Báltico para observar os exercícios que as Forças Armadas da Rússia conduzirão com a Bielorrússia em setembro, segundo afirmaram fontes do Departamento de Defesa dos EUA.

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Washington já indicou que prestará bastante atenção às atividades conjuntas de Moscou e Minsk no Zapad 2017, que acontecerá em diferentes áreas ocidentais da Rússia, incluindo o exclave de Kaliningrado, localizado entre a Polônia e a Lituânia, no mar Báltico. A expectativa é a de que até 100 mil soldados russos sejam mobilizados.

Nesta quarta-feira, em visita à Lituânia, país que será observado pela Força Aérea dos EUA durante os exercícios russos, o secretário de Defesa norte-americano, James Mattis, afirmou que qualquer evento desse porte é "simplesmente destabilizador", um dos motivos que justifica o aumento da presença da OTAN na região. Segundo ele, os países bálticos têm sido um exemplo no que se refere aos compromissos firmados junto à Organização do Tratado do Atlântico Norte, uma vez que estes vêm expandindo os seus orçamentos militares. 

Uma grande preocupação da aliança liderada por Washington é a de que a Rússia aproveite o Zapad, realizado a cada quatro anos, para fazer mudanças significativas em suas instalações de mísseis ao longo da fronteira ocidental, inclusive modernizando-as com mísseis balísticos Iskander, capazes, segundo especialistas, de atravessar os escudos antimísseis norte-americanos.

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Apesar das medidas adotadas pelos dois lados, tanto Rússia como EUA garantem que todas as suas ações na região têm caráter essencialmente defensivos, e que não possuem planos de atacar.

"Eu tenho muito respeito pelas Forças Armadas russas para pensar que eles acreditam que existe alguma capacidade ofensiva", afirmou Mattis, se referindo ao aumento de tropas e equipamentos da OTAN em zonas próximas às fronteiras da Rússia, o que vem se intensificando desde o início da crise na Ucrânia, a qual, segundo o Ocidente, estaria diretamente ligada a uma interferência de Moscou. 

"Estados bálticos seguros, aliança segura. O papel dos EUA é indispensável", escreveu a presidente da Lituânia, Dalia Grybauskaite, em seu Twitter, depois de um encontro com o secretário de Defesa americano.

Após a reintegração da península da Crimeia ao território russo, em 2014, os Estados Unidos lançaram uma forte campanha de propaganda para descrever a Rússia com uma séria ameaça à paz da Europa, acusando o país de ser capaz de agredir e invadir qualquer Estado soberano do Leste Europeu. Com base nesse discurso, repetido infinitas vezes tanto por Washington como por seus parceiros, o Pentágono está considerando instalar uma bateria de mísseis Patriot no Báltico durante exercícios que a OTAN planeja realizar em julho na região, conforme revelaram funcionários da Defesa norte-americana em Vilnius. No entanto, ainda não há confirmação oficial sobre isso.

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