Após 'ameaça' norte-coreana, China defende fim de programas nucleares na península

© Sputnik / Ilia PitalevKim Jong-un durante parada militar dedicada ao 105 aniversário do seu avô, Kim Il-sung, Pyongyang, 15 de abril de 2017
Kim Jong-un durante parada militar dedicada ao 105 aniversário do seu avô, Kim Il-sung, Pyongyang,  15 de abril de 2017 - Sputnik Brasil
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O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês Geng Shuang respondeu nesta quinta-feira às “ameaças” feitas pela Coreia do Norte, um dia após Pyongyang dizer, por meio da sua agência estatal, que as críticas vindas de Pequim ao programa nuclear norte-coreano são “imprudentes”.

De acordo com Shuang, nada mudou na relação entre os dois países asiáticos, pelo menos na visão do governo chinês.

“A posição da China sobre a questão nuclear da Península Coreana é consistente e clara e sua posição sobre a relação amistosa entre a Coréia do Norte e a China é também coerente e inequívoca”, afirmou o porta-voz em entrevista a jornalistas.

Ainda segundo Shuang, a China durante muito tempo “julgou e tratou os temas em questão de acordo, fossem eles certos ou errados de uma forma objetiva e justa”.

“A China está fortemente centrada na desnuclearização da Península da Coreia e na manutenção da paz e da estabilidade na península, bem como no diálogo e nas negociações, como forma de resolver os problemas”, completou o porta-voz chinês, que pediu responsabilidade e ação aos países envolvidos.

Homem vê a notícia mostrando imagens de arquivo do lançamento de mísseis da Coreia do Norte em uma estação ferroviária em Seul, em 12 de fevereiro de 2017. Nesse dia, a Coreia do Norte disparou um míssil balístico, em aparente provocação para testar a resposta do novo presidente Donald Trump, disse o Ministério da Defesa sul-coreano - Sputnik Brasil
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Na quarta-feira, a agência de notícias estatal KCNA, da Coreia do Norte, divulgou uma nota com duras críticas ao que chamou de uso de dois jornais chineses para Pequim tecer críticas ao programa nuclear de Pyongyang. Além de defender o seu programa, a agência norte-coreana garantiu que o país “não irá implorar pela amizade da China”.

China e Coreia do Norte são parceiros comerciais de longa data, mas desde que os chineses paralisaram a compra de carvão norte-coreano, em fevereiro deste ano, as relações ficaram estremecidas. O governo chinês vem sendo pressionado pela Casa Branca para exercer a sua influência sobre o regime de Kim Jong-un, na busca pelo fim do programa nuclear do país.

Em Seul, a troca de farpas entre os dois países chamou atenção do ministro da Unificação, Kim Chol. “Pyongyang precisa prestar atenção a essa mensagem [da China]”, comentou, de acordo com a agência sul-coreana Yonhap.

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