Rússia promete enviar militares à Síria para policiar as 'zonas de segurança'

© Ministério da Defesa da Federação da Rússia / Abrir o banco de imagensEngenheiros militares do centro internacional de desminagem do Exército russo continuam a operação no leste de Aleppo, na Síria. Foto mostra um soldado russo junto a crianças sírias
Engenheiros militares do centro internacional de desminagem do Exército russo continuam a operação no leste de Aleppo, na Síria. Foto mostra um soldado russo junto a crianças sírias - Sputnik Brasil
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No caso da criação de zonas seguras na Síria, a Rússia pode ajudar Damasco, enviando unidades adicionais de polícia militar para garantir a ordem nessas áreas, disse o Presidente da Comissão de Defesa e de Segurança do Conselho da Federação, Frants Klintsevich, nesta quarta-feira.

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No dia 1 de maio, Fatih Hassoun, um representante da oposição armada síria, disse à Sputnik que a Rússia havia apresentado propostas para criar zonas seguras como instrumento para o fim das hostilidades.

De acordo com os documentos obtidos pela agência Sputnik, a Rússia propôs a criação de quatro zonas seguras: uma na província de Idlib, uma segunda ao norte da cidade de Homs, uma terceira no Ghouta oriental e uma quarta no sul da Síria. Em 3 de maio, uma fonte de uma das delegações das negociações de Astana revelou à Sputnik que o documento sobre as zonas de segurança na Síria entraria em vigor 24 horas após sua assinatura. A determinação das fronteiras, no entanto, pode levar duas semanas após a assinatura, período durante o qual a Rússia poderá enviar a sua polícia militar para garantir a ordem nessas zonas.

O legislador russo afirmou os Estados Unidos e seus aliados tentam impedir a criação das zonas de segurança.

"Mas se [a decisão sobre o estabelecimento das zonas de segurança] for tomada, não descarto a possibilidade de haver a necessidade de aumentar o número de nossa polícia militar lá [em zonas de segurança], para garantir o processo de paz e a ordem nestas áreas", concluiu Klintsevich, observando que a medida estaria em conformidade com o decreto do Conselho da Federação Russa sobre o uso das forças armadas na Síria, aprovado em setembro de 2015.

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Klintsevich acrescentou que, se a decisão for tomada, a Rússia asseguraria a segurança e ordem nestas zonas seguras, já que o exército sírio não seria capaz de lidar com a situação sem a ajuda da Rússia.

A nova rodada das conversações de Astana, que reúne os lados do conflito sírio — Damasco e a oposição armada —, bem como três Estados mediadores do cessar-fogo (Rússia, Irã e Turquia), teve início nesta quarta-feira.

As três primeiras rodadas de negociações sírias em Astana foram realizadas em 23 e 24 de janeiro, 15 e 16 de fevereiro e 14 e 15 de março. Durante esses encontros, os participantes concordaram, entre outros pontos, em criar um grupo de monitoramento do cessar-fogo no país árabe.

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