Se uma guerra com Pyongyang começar, que dificuldades enfrentará Washington?

© Sputnik / Ilia PytalevSoldados norte-coreanos (arquivo)
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Caso comecem os combates entre os EUA e Coreia do Norte, Washington enfrentará uma série de grandes dificuldades, escreve o analista da edição Foreign Policy Thomas Ricks.

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A possibilidade de um confronto militar entre Coreia do Norte e EUA esteve sendo considerada pelos militares americanos durante vários anos, o que gerou vários planos operacionais. Por exemplo, o plano 5027 pressupunha o desdobramento no teatro de operações de centenas de milhar de soldados, cerca de metade da marinha norte-americana e mais de mil aviões em 90 dias, escreve o autor.

No entanto, se estes planos se tornassem realidade, os militares americanos enfrentariam problemas sérios, destaca Thomas Ricks. Primeiro, um ataque preventivo não garante a eliminação dos mísseis e ogivas em abrigos e tuneis nas áreas montanhosas. Contudo, os ataques aéreos, a guerra eletrônica e outras medidas podem reduzir seriamente a capacidade de Pyongyang para lançar os mísseis.

Para além disso, permanece aberta a questão sobre o que fazer com a artilharia norte-coreana instalada perto da zona desmilitarizada. Apesar de a possibilidade de os norte-coreanos puderem responder da forma que prometeram, atacando Seul, as perspectivas para capital sul-coreana parecem pouco agradáveis.

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Depois, em caso de avanço para norte, os EUA enfrentarão a necessidade de sustentar os territórios ocupados. Mesmo que seja possível convencer a ONU a enviar um contingente de paz para o local, os problemas de logística permanecerão na competência dos EUA, pois poucos têm capacidade para fazer aquilo que pode Washington.

Finalmente, é muito provável que muitos norte-coreanos não estejam felizes com derrota de Kim Jong-un. Por exemplo, se a parte nordestina se recusar a parar as hostilidades, o contingente de paz não será suficiente. E os EUA sabem muito bem em que pode resultar uma guerra prolongada na região asiática, conclui Ricks.

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