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Convite de Trump a Duterte pode virar escândalo nas relações bilaterais

© REUTERS / Jim Lo Scalzo/PoolPresidente dos EUA Donald Trump durante discurso na sessão do Congresso dos EUA, 28 de fevereiro de 2017
Presidente dos EUA Donald Trump durante discurso na sessão do Congresso dos EUA, 28 de fevereiro de 2017 - Sputnik Brasil
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O Departamento de Estado dos EUA foi pego de surpresa por causa de um convite do presidente Trump feito a seu homólogo filipino para visitar os Estados Unidos.

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A Casa Branca está se preparando para uma onda de críticas por parte das organizações de direitos humanos, pois Duterte é mundialmente conhecido pela sua posição pouco humana na abordagem das questões dos traficantes de drogas. Outro aspecto que suscita preocupações das autoridades norte-americanas é a possibilidade de que Duterte possa afastar-se dos EUA para desenvolver relações com a China apesar das disputas no mar do Sul da China.

As Filipinas são um dos mais importantes parceiros dos EUA na Ásia, no entanto Aleksei Fenenkone, analista da Universidade Estatal de Moscou, duvida do apoio absoluto por parte dos EUA às Filipinas.

"O objetivo dos EUA é criar um perímetro de contenção da China. Qual será exatamente o país a fazê-lo, as Filipinas, o Vietnã ou o Japão não importa. Contudo, os americanos não querem uma guerra entre as Filipinas e a China no mar do Sul da China", destaca especialista.

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Ele explica que, em caso de uma guerra, é pouco provável que as Filipinas vençam e Washington não precisa da derrota das Filipinas. Manila e Washington têm aliança militar que se baseia na amizade contra a China, diz Fenenkone.

As Filipinas então enfrentam o dilema: ou continuar a amizade com os EUA (contra a China) ou, se escolher ser amigos da China, de que forma o fazer?

Segundo a opinião de Elena Fomicheva, especialista em assuntos do Oriente, a ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) tenta fazer com que Duterte siga a sua linha em relação ao problema no mar do Sul da China, linha que Duterte ainda não tem, pois tudo é considerado levando em conta o fator americano.

"Duterte ainda não tomou a decisão. As Filipinas aspiram a sair da sombra americana, contudo elas têm medo de "se fundir" completamente com a China. Duterte está manobrando. Há a tendência de os países da ASEAN buscarem uma posição que lhes permita manter o equilíbrio entre a China e os EUA, defendendo assim a sua soberania", declarou Elena Fomicheva em comentário para a Sputnik China.

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A situação se agrava com a reação do mundo ocidental à politica de Duterte na luta contra o tráfico de drogas no país. The New York Times cita um dos representantes da organização Human Rights Watch:

"Na realidade, apoiando a guerra sangrenta de Duterte contra as drogas, Trump se torna cúmplice moral dos futuros crimes".

No entanto Reince Priebus, chefe do Gabinete da Casa Branca, em uma entrevista para o canal ABC, sublinhou que o convite de Trump não significa que os direitos humanos não signifiquem nada para ele e que o encontro entre Trump e Duterte é muito necessário e importante para resolver o problema da Coreia do Norte, pois os EUA precisam de mais parceiros na região asiática.

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