Uruguai não apoia o uso da cláusula democrática contra a Venezuela, afirma Tabaré Vázquez

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O Governo do Uruguai seguirá com sua posição de não aplicar a cláusula democrática da Organização dos Estados Americanos (OEA) para a Venezuela. O objetivo é evitar que a situação se radicalize, disse nesta quarta-feira o presidente Tabaré Vázquez em uma coletiva de imprensa com seu homólogo espanhol Mariano Rajoy.

O presidente do Uruguai explicou que "o objetivo é que as coisas não se radicalizem, que haja um acordo político e eleições democráticas, como na maioria dos países". 

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O mandatário também manifestou seu pesar pela morte de manifestantes em atos de violência nas últimas semanas, mas advertiu que ''os problemas da Venezuela devem ser resolvidos pelos próprios venezuelanos''.

Hoje, o Conselho Permanente da OEA se reunirá para analisar uma proposta de 16 países membros, entre eles o Uruguai, de convocar uma reunião de chanceleres do continente para discutir a crise na Venezuela. A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, advertiu ontem à noite que se a OEA de fato realizar a reunião de chanceleres, seu país deixará a organização

Vázquez finalizou sua exposição ao dizer que ''é necessário estender uma mão de apoio ao povo venezuelano''.

Rajoy, por sua vez, também abordou a situação do país governado por Nicolás Maduro.

''Precisamos evitar um conflito sangrento na Venezuela, devemos devolver a palavra ao povo venezuelano".

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O presidente espanhol afirma que considera a Venezuela um país ''irmão".''Quero para a Venezuela o mesmo que quero para a Espanha e os espanhóis'', sentenciou. 

A Carta Democrática Interamericana foi adotada em 11 de setembro de 2001 como um instrumento da OEA para garantir a manutenção da democracia nos países que integram o bloco. Está prevista uma série de passos do organismo para contribuir com a solução da crise, mas uma quebra democrática definitiva pode resultar na suspensão do país do bloco como membro.

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