Moscou: EUA impuseram sanções contra Síria para impedir a investigação do ataque químico

© AFP 2022 / Omar haj kadourDestruições em um hospital na cidade de Khan Sheikhun no noroeste da província síria de Idlib, após o ataque químico em 4 de abril de 2107
Destruições em um hospital na cidade de Khan Sheikhun no noroeste da província síria de Idlib, após o ataque químico em 4 de abril de 2107 - Sputnik Brasil
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As sanções impostas pelos os EUA contra os funcionários do Centro de Pesquisa e de Estudos Científicos da Síria são uma tentativa de revogar a investigação do ataque químico em Idlib, ocorrido em 4 de abril, disse o chefe do Comitê Internacional do Senado russo, Konstantin Kosachev.

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"Vemos mais uma vez que as sanções não são um instrumento para alcançar um objetivo real, mas (…) uma tentativa de substituir ou revogar a investigação recorrendo à uma punição, como se a culpa e os culpados fossem óbvios", disse Kosachev aos jornalistas.

Ele ponderou que as sanções são uma medida "mais civilizada" de Washington, do que os ataques com mísseis.

O senador, também afirmou que os EUA "não possuem provas" de produção de armas químicas por Damasco e destacou a completa falra de interesse dos EUA em cooperar para investigar o que realmente aconteceu em Idlib. 

Neste domingo, segundo informado pela imprensa norte-americana, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), junto ao Departamento do Tesouro dos EUA, adotou sanções contra 271 colaboradores do Centro de Pesquisa e de Estudos Científicos da Síria. Segundo o órgão americano, estes seriam os responsáveis pela produção de armas químicas no país árabe.

As sanções bloquearam os bens dos funcionários sírios nos Estados Unidos e as empresas e pessoas físicas norte-americanas estão impedidas de manterem relações econômicas com os mesmos.

O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse que desta forma os EUA enviam uma mensagem para o Governo da Síria e ao presidente Assad, retaliando o ataque químico contra civis em Khan Shaykhun.

A oposição síria denunciou, em 4 de abril, um suposto ataque com armas químicas na cidade de Khan Shaykhun (província de Idlib), que deixou mais de 80 mortos, segundo a Organização Mundial de Saúde.

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As forças da oposição culparam Damasco pelo incidente, mas as autoridades sírias rejeitaram as acusações, alegando que todos os arsenais químicos foram retirados do país e eliminados sob a supervisão da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).

O governo sírio declarou nunca ter usado substâncias tóxicas contra a sua população, nem contra as forças de oposição oposição ou terroristas.

Apesar da investigação do ataque ainda não ter sido concluída, em 7 de abril, 59 mísseis norte-americanos atacaram a base aérea síria de Shayrat (província de Homs), em "retaliação" ao uso de armas químicas pelo governo de Bashar Assad.

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