Rios causarão desaparecimento das camadas de gelo da Antártida (VÍDEO)

© Sputnik / Boris Kuvshinov / Abrir o banco de imagensPaisagem da Antártida no verão (foto de arquivo)
Paisagem da Antártida no verão (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Cientistas norte-americanos encontraram centenas de rios, lagos e córregos temporários de água na superfície das geleiras da Antártida, comprovando que a camada de gelo do continente pacífico pode desaparecer mais cedo do que esperado, informa a revista Nature.

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"Antes, ninguém media a quantidade de fluxos que surgem na Antártida, pois eram considerados raros. Hoje em dia, estamos tentando estimar a influência da fusão dos mesmos no aumento do nível do mar no futuro", declarou o pesquisador Douglas MacAyeal da Universidade de Chicago (EUA).

No entanto, os cientistas acreditam que estas estruturas aceleram o processo de colapso da camada de gelo da Antártida ocidental, o que pode levar a um aumento do nível do mar em 1,2 m até o final do século XXI, informa a revista Nature.

A cada ano, a Antártida perde mais de 2,8 quilômetros cúbicos de gelo. Em 2013, foi descoberto que metade do gelo desaparece por causa das correntes quentes que banham as regiões submarinas, a cobertura de gelo do continente através de um sistema de "rios" e canais submarinos.

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Robin Bell da Universidade da Colômbia e seus colegas descobriram, ao investigar as fotografias tiradas dentre dos últimos 70 anos, que existe uma rede inteira de rios, lagos e córregos temporários de água em estado líquido na superfície da Antártida.

Juntando todas as imagens no mapa de alta precisão única da Antártida, os pesquisadores tentaram encontrar traços potenciais de água degelada e aquelas formas do relevo que aparecem na superfície de geleiras quando surgem rios, lagos e outras correntes de água.

Os cientistas ficaram muito surpreendidos quando se revelou que há centenas de tais reservatórios e alguns deles prolongam-se por dezenas de quilômetros e ocuparam grandes áreas. Mas o fato mais assombroso é que tais reservatórios "temporários" existem há centenas de anos.

Vale destacar que Robin Bell e seus colegas, por um lado, consideram os lagos em questão uma ameaça para a estabilidade das geleiras na Antártida, pois aceleram o descongelamento. Por exemplo, acumulação de grande quantidade de água em estado líquido na geleira de Larsen, na costa leste da Península Antártica, resultou na separação de uma parte significativa da geleira de Larsen, que "deslizou" para o mar em 2002.

Por outro lado, uma parte dos rios, descobertos pelos cientistas, reduz esse perigo, pois levam suas águas para costa e oceano. No entanto, essa descoberta significa que a desestabilização das geleiras na Antártida é possível.

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Vale destacar que, apesar de existirem há muito tempo, seu surgimento não foi provocado pelo homem ou aquecimento global. As mudanças climáticas vão acelerar os processos e aumentar volumes de água.

Os cientistas ainda não podem estimar que efeito será provocado pela aceleração de degelo e como o processo influenciará na estabilidade da Antártida, mas sugerem que o aumento desses reservatórios possa desempenhar papel crucial na libertação da Antártida da camada de gelo que, consequentemente, resultará no aumento do nível do mar em 50 a 60 metros.

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