Ex-agente da CIA: Daesh é responsável pelo ataque químico na Síria

© AFP 2022 / Omar haj kadourDestruições em um hospital na cidade de Khan Sheikhun no noroeste da província síria de Idlib, após o ataque químico em 4 de abril de 2107
Destruições em um hospital na cidade de Khan Sheikhun no noroeste da província síria de Idlib, após o ataque químico em 4 de abril de 2107 - Sputnik Brasil
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A utilização por militantes do Daesh de gás mostarda no Iraque prova que os autores do ataque químico na província síria de Idlib foram os terroristas e não Damasco, declarou à Sputnik um ex-oficial da CIA, Phil Giraldi.

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Há pouco, o canal de televisão CBS informou que militantes do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia) usaram gás mostarda durante um ataque à base militar no Iraque onde se encontravam conselheiros norte-americanos e australianos.

"As declarações da Casa Branca sobre uso de armas químicas pelo governo sírio são falsas", declarou Giraldi.

Além disso, ele apontou que o incidente em Idlib lembra os ataques realizados antes por vários grupos terroristas.

Ao mesmo tempo, vários analistas norte-americanos também confirmaram à Sputnik que os terroristas possuem substâncias tóxicas e podem usá-las.

"Quase não há dúvidas de que o ataque não foi organizado pelo governo de Assad", sublinhou o professor de relações internacionais da Universidade de Pittsburgh, Michael Brenner.

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Anteriormente, o presidente sírio, Bashar Assad, tinha declarado que o governo do país nunca usou armas de destruição em massa, incluindo armas químicas, contra o povo sírio. Além disso, conforme um acordo entre a Rússia e os Estados Unidos após o incidente com gás sarin em 2013, Damasco aderiu à Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas e concordou em destruir suas reservas sob a supervisão da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).

Em janeiro de 2016, a OPAQ anunciou que todas as armas químicas na Síria haviam sido destruídas.

Na noite da quinta-feira (6 de abril) para sexta, os Estados Unidos lançaram, sem mandato do governo sírio ou da ONU, 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk contra a base aérea de Shayrat, a partir de onde, segundo as autoridades americanas, em 4 de abril teria sido efetuado um ataque químico contra a população civil, alegadamente por parte das forças de Bashar Assad.

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