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Mortes em protesto na Venezuela acendem luz amarela na Europa (VÍDEOS)

© REUTERS / Marco BelloManifestantes da oposição em confronto com a polícia durante a chamada "mãe de todas as marchas" contra o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, em Caracas
Manifestantes da oposição em confronto com a polícia durante a chamada mãe de todas as marchas contra o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, em Caracas - Sputnik Brasil
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País enfrenta agitação social após "Mãe de Todas as Marchas", realizada hoje na capital venezuelana, Caracas. Um jovem de 17 anos morreu após sofrer um tiro na cabeça disparado por civis armados, despertando preocupações não só regionalmente, como também na Europa.

O jovem não participava do ato e estava a caminho de uma partida de futebol com os amigos no local onde acontecia o protesto, o maior desde o dia 4 de abril. Carlos Baron era estudante do primeiro ano de economia na Universidade Central da Venezuela e se soma a outras 7 vítimas fatais desde o início das manifestações mais violentas, há três semanas.

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Testemunhas relataram que os disparos foram efetivados por "colectivos", civis encapuzados armados pelo próprio governo. Nenhum suspeito do crime foi preso até o momento.

Em meio à confusão, a Guarda Nacional Venezuelana reprimiu pesadamente os atos marcados para esta quarta, encurralando os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo e balas de efeito moral para impedi-los de chegar ao centro da cidade. Muitos saíram da rodovia e fugiram para um rio que corta a cidade, tentando escapar da repressão.

Alerta na Europa

Autoridades europeias têm acompanhado com atenção à escalada no conflito político venezuelano.

O ministro das Relações Exteriores de Portugal, Augusto Santos Silva disse nesta quarta que a ocupação de padarias por cidadãos nacionais "fez subir o nível de preocupação" do governo em relação ao país, que abriga milhares de portugueses e seus descendentes, em muitos casos donos de comércios.

Santos Silva declarou que comerciantes portugueses “especialmente expostos a situações de insegurança urbana ou de tensão”, de acordo com o Observador

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