Opinião: Trump dá aos militares mais autonomia de decisão no combate ao Daesh

© AFP 2022 / WAKIL KOHSARSoldados norte-americanos em distrito de Khogyani, província de Nangarhar, Afeganistão, 13 de agosto de 2015
Soldados norte-americanos em distrito de Khogyani, província de Nangarhar, Afeganistão, 13 de agosto de 2015 - Sputnik Brasil
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A administração do presidente Trump apela aos militares para tomarem mais decisões independentes na luta antiterrorista, escreve The Wall Street Journal.

"Isso não tem nada de oficial, mas já começa ganhando os primeiros traços. No meio do comando dos EUA há a percepção que eles podem fazer um pouco mais — isso é mesmo assim", cita a WSJ um alto funcionário do Departamento de Defesa dos EUA.

Wall Street Journal destaca que durante a presidência de Obama o comando do exército americano se lamentava por causa da regulamentação muito rígida por parte da Casa Branca das suas ações. Hoje em dia, é tudo ao contrário: aos militares dizem que tenham mais liberdade na tomada de decisões, sem se consultarem com a administração.

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Conforme a edição, em 13 de abril Trump sublinhou que dá toda a liberdade de ação ao Pentágono.

A nova abordagem de Trump foi demonstrada no Afeganistão. O general John Nicholson, comandante das forças americanas no Afeganistão, tomou a decisão de lançar a Explosão Aérea de Munição Maciça (MOAB, sigla em inglês) contra extremistas do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia).

Um alto funcionário na administração de Trump declarou que o presidente não sabia da intenção do general de lançar a bomba até ao momento em que ela já foi lançada.

Outro alto funcionário citou as palavras do general Mattis: "O senhor Mattis lhes diz que agora já não é como antes, que eles não precisam de perguntar antes de lançar a 'Mãe de Todas as Bombas'", escreve o WSJ.

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A "Mãe de Todas as Bombas", a maior bomba não nuclear dos EUA, foi lançada em 13 de abril de 2017 contra os combatentes do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia) no leste do Afeganistão. A bomba atingiu uma rede de cavernas dos jihadistas e foi levado a cabo pelo Comando de Operações Especiais da Força Aérea americana. Segundo as autoridades afegãs, o ataque causou a morte a cerca de 90 extremistas, não tendo atingido nenhum civil na área.

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