Autoridades russas investigam alegados sequestros de homossexuais na Chechênia

© Sputnik / Saiid TsarnayevLíder da Chechênia, Ramzan Kadyrov
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As autoridades russas estão verificando a informação de um jornal que publicou uma matéria sobre ataques contra homossexuais na Chechênia.

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A Procuradoria-Geral russa, a Procuradoria e o Ministério do Interior da Chechênia participam das investigações, segundo comunicou a comissária para os direitos humanos da Federação Russa, Tatiana Moskalkova. 

"Vou enviar um pedido para o procurador da República, já enviei o outro hoje para a Procuradoria-Geral para perceber se houve casos de sequestros na Chechênia. Isso está sendo objeto de uma investigação aprofundada", acrescentou Moskalkova. 

O jornal russo Novaya Gazeta escreveu recentemente que mais de uma centena de homossexuais teriam sido presos ou sequestrados na Chechênia e que alguns deles ainda teriam sido mortos. Entretanto, o jornal não apresentou quaisquer datas ou nomes das pessoas envolvidas. O porta-voz do presidente da Chechênia, Alvi Kerimov, qualificou estas informações como enganosas. 

​Segundo Moskalkova, o ministro checheno do Interior "não recebeu qualquer queixa de sequestro no período de 1 de janeiro a 1 de abril". A comissária russa quer contatar o líder de uma ONG citada pelo jornal para verificar as fontes da informação e obter os nomes das vítimas. 

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O porta-voz do presidente russo Dmitry Peskov por sua parte anunciou que o Kremlin estava ao corrente deste caso e que os órgãos judiciais iriam verificar a informação sobre os alegados ataques contra os homossexuais na Chechênia. 

O Conselho para o Desenvolvimento da Sociedade Civil e os Direitos Humanos junto do presidente da Chechênia tinha anteriormente indicado que não ter encontrado quaisquer provas de ataques contra os homossexuais na república. Na sua declaração, o Conselho indicou que a Chechênia aprecia a vida humana "independentemente das filiações de raça, etnia, religião ou outras da pessoa". 

​O Conselho da Europa tinha já saudado os esforços de Tatiana Moskalkova e a sua intenção de fazer a luz sobre os supostos ataques contra os homossexuais na Chechênia, comunicou à Sputnik o porta-voz do secretário-geral do Conselho da Europa. 

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