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Temer participou de reunião sobre propina de US$ 40 milhões, segundo delator da Odebrecht

© AFP 2021 / EVARISTO SAPresidente do Brasil, Michel Temer, chega à apresentação do programa de investimento no Palácio do Planalto, 13 de setembro de 2016
Presidente do Brasil, Michel Temer, chega à apresentação do programa de investimento no Palácio do Planalto, 13 de setembro de 2016 - Sputnik Brasil
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O presidente Michel Temer (PMDB) participou de uma reunião, em 2010, onde negociou propina, referente à um contrato com a Petrobras, segundo afirmou nesta quarta-feira um dos delatores da Odebrecht, Márcio Faria.

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O valor da propina chegou a US$ 40 milhões, de acordo com Faria. Segundo ele, o encontro aconteceu no escritório do Temer em São Paulo, no dia 15 de julho de 2010. Na ocasião, o atual presidente disputava o cargo de vice na chapa de Dilma Rousseff. Eduardo Cunha (PMDB) e Henrique Eduardo Alves (PMDB) estavam presentes na reunião.

Os políticos teriam tratado de doações ao PMDB. O pagamento ao partido seria em troca de facilitar a participação da Odebrecht em projetos da Petrobras.

Márcio Faria foi presidente da Odebrecht Industrial. Na ocasião, ele era responsável pelo contrato do PAC-SMS (Plano de Ação de Certificação em Segurança, Meio Ambiente e Saúde) entre a Odebrecht e a Petrobras, cujo valor era de US$ 825 milhões, segundo a imprensa.

Temer nega

O presidente Michel Temer negou, em nota oficial divulgada na noite desta quarta-feira, ter se reunido com o ex-presidente da Odebrecht Industrial.

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“O presidente Michel Temer jamais tratou de valores com o senhor Márcio Faria. A narrativa divulgada hoje não corresponde aos fatos e está baseada em uma mentira absoluta. O que realmente ocorreu foi que, em 2010, na cidade de São Paulo, Faria foi levado ao presidente pelo então deputado Eduardo Cunha. A conversa, rápida e superficial, não versou sobre valores ou contratos na Petrobras. E isso já foi esclarecido anteriormente, quando da divulgação dessa suposta reunião”, afirmou uma nota publicada pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

“O presidente contesta de forma categórica qualquer envolvimento de seu nome em negócios escusos. Nunca atuou em defesa de interesses particulares na Petrobras, nem defendeu pagamento de valores indevidos a terceiros”, conclui a nota divulgada pelo Palácio do Planalto.

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