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Fachin pede abertura de inquérito contra dezenas de políticos de alto escalão

© Lula Marques / AGPTMinistro Edson Fachin
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O relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, determinou hoje a abertura de inquérito contra mais de dezenas de membros do alto escalão da política brasileira por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, formação de cartel e fraude.

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Procurador-geral pede abertura de inquérito contra 83 políticos citados pela Odebrecht
A investigação, que ficará a cargo da Procuradoria Geral da República (PGR), tem como base as delações de executivos da Odebrecht, empresa que teria fornecido propina para diversos políticos brasileiros ao longo dos últimos anos em troca de favores. A decisão atinge nove ministros do governo Temer, 29 senadores, 42 deputados e três governadores, segundo informou O Estado de S. Paulo, que obteve com exclusividade decisões do magistrado.

Sete inquéritos foram arquivados a pedido da PGR. Entre os políticos a serem investigados estão os senadores Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, e Romero Jucá (RR), presidente do PMDB, com cinco inquéritos cada, Renan Calheiros (PMDB-AL), com quatro, os atuais presidentes do Senado e da Câmara, Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Rodrigo Maia (DEM-RM), José Serra (PSDB-SP), Lindbergh Farias (PT-RJ), Celso Russomano (PRB-SP), Heráclito Fortes (PSB-PI) e os governadores de Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), Acre, Tião Viana (PT), e Alagoas, Renan Filho (PMDB). 

Os ministros envolvidos são Eliseu Padilha (Casa Civil), Helder Barbalho (Integração Nacional), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência da República), Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades), Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia), Blairo Maggi (Agricultura), Roberto Freire (Cultura) e Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços).

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Entre amigos: FHC defende Aécio Neves após sétima citação na delação da Lava Jato
Os ex-presidentes da República Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff tiveram seus nomes enviados por Fachin para outras instâncias do Judiciário, por não terem foro privilegiado. O mesmo ocorre com os governadores Luiz Fernando Pezão, do Rio de Janeiro; Geraldo Alckmin, de São Paulo; Paulo Hartung, do Espírito Santo; Fernando Pimentel, de Minas Gerais; Beto Richa, do Paraná; Flávio Dino, do Maranhão; Marconi Perillo, de Goiás; Raimundo Colombo, de Santa Catarina, e Marcelo Miranda, de Tocantins, e com outros políticos.

A notícia desta terça-feira caiu como uma bomba no meio político brasileiro, já bastante desgastado por conta de escândalos, crises e medidas impopulares. Alguns dos citados se manifestaram rapidamente. Outros optaram pelo silêncio.

Em publicação no seu Twitter, o senador Aécio Neves disse que essa será uma boa oportunidade para desmascarar mentiras e demonstrar a correção de sua conduta:

Geraldo Alckmin, por sua vez, disse nunca ter recebido dinheiro ilegal de forma direta ou indireta.

Ausentes da polêmica lista de Fachin, alguns políticos e partidos destacaram sua integridade e de seus correligionários, como foi o caso do PSOL.

Iniciada em 2014, a Lava Jato é a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro da história do Brasil. Ela envolve empreiteiras, a estatal Petrobras, operadores financeiros e agentes políticos, combinados em esquemas criminosos que podem ter movimentado de bilhões a dezenas de bilhões de reais. 

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