Coreia do Norte pode responder às ações dos Estados Unidos, diz especialista

© REUTERS / KCNANorth Korean leader Kim Jong Un supervised a ballistic rocket launching drill of Hwasong artillery units of the Strategic Force of the KPA on the spot in this undated photo released by North Korea's Korean Central News Agency (KCNA) in Pyongyang March 7, 2017.
North Korean leader Kim Jong Un supervised a ballistic rocket launching drill of Hwasong artillery units of the Strategic Force of the KPA on the spot in this undated photo released by North Korea's Korean Central News Agency (KCNA) in Pyongyang March 7, 2017. - Sputnik Brasil
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República da Coreia do Norte declarou que está preparada para responder a qualquer ação agressiva do lado dos Estados Unidos. O especialista militar Pavel Zolotarev opinou, no ar do serviço russo da rádio Sputnik, que essa confrontação pode provocar a escalada do conflito.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte acredita que a presença do grupo aeronaval de ataque americano perto da península da Coreia mostra as intenções agressivas dos Estados Unidos às quais a Coreia do Norte está preparada para responder, informa a Agência Telegráfica Central da Coreia.

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A agência citou as palavras da porta-voz do Ministério do Exterior da Coreia do Norte: “[O envio do porta-aviões nuclear USS Carl Vinson para as águas costeiras da península da Coreia] prova que o cenário de invasão pelos Estados Unidos da Coreia do Norte já atingiu uma fase séria. Se os Estados Unidos ousarem desencadear uma guerra gritando slogans sobre ‘ataque preventivo’ e ‘destruição de quartéis-generais’ a Coreia do Norte está preparada para reagir com qualquer forma de guerra desejada pelos EUA.”

Nesta declaração também foi dito que a Coreia do Norte não mendiga a paz, mas está “sempre pronta a se proteger pela força das armas”.

Antes, foi divulgado que a força de ataque da Marinha dos EUA com o porta-aviões Carl Vinson se dirige para a região da península da Coreia. A força também inclui dois destróieres e um cruzador com mísseis guiados que podem interceptar mísseis balísticos. Neste domingo, o conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos Herbert McMaster sublinhou a legitimidade desta decisão referindo que a existência do arsenal nuclear de Pyongyang é “inaceitável”. Ele acrescentou que Donald Trump pediu aos militares para estarem preparados para “apresentar toda a gama de possibilidades para eliminar esta ameaça”.

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Pavel Zolotarev, vice-diretor do Instituto dos Estados Unidos e Canadá da Academia de Ciências da Rússia e major-general aposentado, opina que o envio da força aeronaval americana para perto da península da Coreia pode ser vista como uma projeção de força.

“Já quanto à possibilidade de efetuar um ataque, talvez alguém possa ter a ideia de repetir a eficácia do bombardeamento israelita das instalações nucleares no território do Iraque daquela altura. Isso parou o programa nuclear do Iraque, mas aqui a situação é completamente diferente. A Coreia do Norte pode responder e pode responder com eficácia: pode efetuar um ataque com artilharia e a capital da Coreia do Sul estará na zona de alcance de tiro, e isso pode provocar uma escalada do conflito em possa ser necessária a intervenção dos Estados Unidos e a proteção da Coreia do Sul pelas forças armadas americanas”, diz Pavel Zolotarev no ar do serviço russo da rádio Sputnik.

Ao mesmo tempo, segundo a opinião dele, nos Estados Unidos, bem como na Coreia do Sul, todos entendem o perigo da situação.

“Eu penso que os militares americanos têm cabeças lúcidas. Não foi por acaso que eles avisaram os seus colegas russos sobre o ataque iminentes ao aeródromo na Síria. Assim, temos que nos preocupar mais com as cabeças lúcidas dos políticos. Quanto à Coreia do Sul, eles compreendem que não têm capacidade para se defenderem de um ataque da Coreia do Norte e quem vai sofrer em primeiro lugar serão os sul-coreanos. Os americanos ficarão de lado”, explicou o especialista militar.

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