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O que Trump perdeu ao atacar base aérea síria?

© AFP 2021 / Jewel SAMADManifestante pacifista mostra um cartaz contra o bombardeio no território sírio ordenado por Donald Trump, em Nova York, em 7 de abril de 2017
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Ao tomar a decisão de efetuar um ataque de mísseis contra o território sírio, o presidente dos EUA, Donald Trump, provocou o descontentamento de seus antigos apoiantes nas presidenciais, afirma o jornalista da edição The National Interest, Daniel McCarthy.

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Muitos dos simpatizantes do atual presidente que se agrupam em redor de Ron Paul e Pat Buchanan já lhe viraram as costas. Também se vê a desilusão que reina no portal Breitbart — um dos principais recursos apoiantes de Trump. Se o presidente ainda não perdeu a confiança do seu eleitorado, ele já está correndo um risco que isso aconteça, acredita o autor da The National Interest.

Os eleitores de direita esperavam que Trump restringisse a imigração e rejeitasse a participação nas guerras no Oriente Médio, porém, por enquanto o presidente dos EUA não está cumprindo estas promessas, constatou McCarthy, frisando que, graças ao ataque contra a base aérea síria, Trump também ganhou novos simpatizantes, entre os quais estão Lindsey Graham e o falcão republicano John McCain.

Trump praticamente não tem "margem de resistência", o que é indispensável para um político, e ele continua sendo o menos popular entre todos os últimos presidentes norte-americanos. Durante a campanha eleitoral e após a cerimônia de posse, Trump recebia um apoio sólido por parte do núcleo duro de seus apoiantes, e seria um passo político pouco razoável desiludi-los, dando preferência à estratégia de McCain, acredita o jornalista.

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Não será fácil para o presidente unir os apoiantes republicanos, porém, durante a campanha eleitoral ele já provou que é capaz de conseguir um apoio maciço dos eleitores. Para fazê-lo, o presidente deve, em primeiro lugar, manter a cabeça fria e se focar nos interesses do país, resumiu o autor.

Na noite de quinta para sexta-feira (7), Donald Trump ordenou a realização de um ataque com misses de cruzeiro Tomahawk contra a base aérea síria de Shayrat, perto da cidade de Homs. O bombardeio foi anunciado pelas autoridades norte-americanas como uma resposta ao alegado uso de armas químicas na província de Idlib, do qual Washington tinha acusado o governo sírio sem apresentar quaisquer provas.

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