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Dezenas de cidades dos EUA têm protestos contra ataque americano à Síria

© @BAMNecessaryManifestantes pedem o fim da guerra na Síria durante protesto em frente à Casa Branca
Manifestantes pedem o fim da guerra na Síria durante protesto em frente à Casa Branca - Sputnik Brasil
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Ativistas e cidadãos em geral tomaram as ruas de diversas cidades dos Estados Unidos nesta sexta-feira para protestar contra o recente ataque ordenado pelo presidente Donald Trump contra uma base aérea das Forças Armadas da Síria.

Em Washington D.C., capital do país, uma multidão se reuniu em frente à Casa Branca para gritar palavras de ordem e indignação contra o atual chefe de Estado norte-americano, que, em sua campanha eleitoral, tinha prometido interferir menos em assuntos de outros países e se preocupar mais com questões internas dos EUA

No coração financeiro dos Estados Unidos, Nova York, e também em Chicago, os manifestantes ocuparam áreas próximas à Trump Tower e ao Trump International Hotel and Tower pedindo o fim da guerra na república árabe.

"Jogar bombas na Síria depois de proibir a entrada de refugiados sírios é como trancar pessoas em um prédio e depois incendiá-lo", afirmaram manifestantes no Twitter:

Em Boston, Massachusetts, americanos dizem que querem diplomacia para resolver a questão síria, e não mísseis.

Na madrugada desta sexta-feira, noite de quinta no Brasil, os destróieres americanos USS Porter e USS Ross, posicionados no Mediterrâneo, dispararam 59 mísseis Tomahawk contra a base síria de Shayrat, perto da cidade de Homs, provocando a morte de 16 pessoas e destruindo uma série de equipamentos, veículos e estruturas no local.

O USS Destroyer (DDG 78), comandante de mísseis guiados da Marinha dos EUA, conduz operações de ataque enquanto no Mar Mediterrâneo, que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos disse que era parte do ataque com mísseis de cruzeiro contra a Síria - Sputnik Brasil
Estados Unidos lançam 59 mísseis de cruzeiro contra base aérea na Síria

A administração Trump alegou que o bombardeio era uma retaliação pelo fato de que o aeródromo havia sido utilizado como ponto de partida para o ataque com armas químicas em Idlib no último dia 4, que Washington e boa parte do Ocidente atribuem ao governo sírio, mesmo sem evidências. No entanto, para os envolvidos nas manifestações que ocorrem em pelo menos 35 cidades dos EUA, a motivação humanitária de Trump não passa de uma desculpa, muito parecida com a utilizada por George W. Bush em 2003 (invasão do Iraque), para atacar a Síria com o objetivo de derrubar o atual regime, matando ainda mais civis durante o processo.

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