EUA podem realizar novos ataques à Síria, diz embaixadora

© AFP 2022 / Jewel SAMADUS Ambassador to the UN and UN security council president, Nikki Haley speaks during an United Nations Security Council meeting on Syria, at the UN headquarters in New York
US Ambassador to the UN and UN security council president, Nikki Haley speaks during an United Nations Security Council meeting on Syria, at the UN headquarters in New York - Sputnik Brasil
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O governo dos Estados Unidos pode realizar novos ataques à Síria se necessário, informou nesta sexta-feira a embaixadora Nikki Haley. A declaração foi proferida na reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, convocada a pedido da Rússia menos de 24 horas após o ataque de mísseis americanos contra bases aéreas sírias.

“Os Estados Unidos deram um passo muito calculado na noite passada. Estamos preparados para fazer mais, mas esperamos que não seja necessário”, disse a embaixadora em declarações reproduzidas pela AFP. A ação militar americana se deu em retaliação a um suposto ataque com armas químicas ordenado pelo líder sírio Bashar Assad – o que este nega.

A Rússia acusa a Casa Branca de ter violado acordos internacionais no que foi classificado por Moscou como um “ato de agressão” contra a Síria. Já aliados dos Estados Unidos apoiaram a medida militar contra a base síria de Shayrat, na província síria de Homs. Os números atualizados de vítimas chegam a 86 mortos, dos quais 27 sendo crianças.

“As medidas foram justificadas. Os Estados Unidos não vão mais esperar que Assad use armas químicas sem qualquer consequência. Esses tempos acabaram”, completou Haley.

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Já o embaixador russo Vladimir Safronkov contestou a atitude dos Estados Unidos. “Os Estados Unidos atacaram o território da soberana Síria”, afirmou ele ao Conselho de Segurança. “Nós descrevemos esse ataque como uma flagrante violação do direito internacional e um ato de agressão”.

Anteriormente, a Casa Branca não buscou autorização do Conselho de Segurança da ONU para atacar a Síria nos dias que se sucederam à comoção mundial com as imagens de crianças mortas no país, sob a suspeita de terem sido vítimas de um ataque promovido pelo regime de Assad com o gás sarin. O governo sírio nega este ataque e considerou “tola e irresponsável” a atitude dos Estados Unidos.

A guerra na Síria já dura mais de seis anos e a embaixadora americana ressaltou que é o momento de medidas diplomáticas para por fim ao “terrível conflito”.

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