Daily Mail remove artigo sobre plano dos EUA para organizar ataque químico na Síria

© AFP 2022 / Omar haj kadourDestruições em um hospital na cidade de Khan Sheikhun no noroeste da província síria de Idlib, após o ataque químico em 4 de abril de 2107
Destruições em um hospital na cidade de Khan Sheikhun no noroeste da província síria de Idlib, após o ataque químico em 4 de abril de 2107 - Sputnik Brasil
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O jornal britânico Daily Mail removeu do seu site um artigo sob o título “EUA apoiam plano para realizar ataque químico na Síria e culpar o regime de [Bashar] Assad” que foi publicado em 29 de janeiro de 2013.

O autor do artigo, Luiz Boil, informa que o ataque químico, segundo o plano dos EUA, deveria servir de pretexto para que a coalizão internacional intensificasse as ações militares na Síria.

"As mensagens de correio eletrônico — que se tornaram públicas — supostamente provam que a Casa Branca aprovou a realização de um ataque químico na Síria do qual se poderia culpar o regime de Assad por sua organização, intensificando assim as ações militares da coalizão internacional no país devastado", diz o artigo.

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Foi referido que "o relatório publicado inclui a correspondência entre dois altos funcionários da empresa Britam Defence, baseada na Grã-Bretanha, que falam sobre um esquema "autorizado por Washington", segundo o qual o Qatar financiaria a utilização de armas químicas pelos rebeldes na Síria", revela o artigo.

O autor da publicação aponta que a correspondência foi tornada pública por um hacker malásio que também obteve acesso, através do servidor não protegido da empresa, a cópias dos CV e passaportes dos chefes dessa empresa.

Atualmente, a Sputnik está esperando que o Daily Mail responda por que e quando esse artigo foi retirado do site do jornal.

Mais cedo, o representante oficial do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, afirmou que o ataque de mísseis de cruzeiro norte-americanos contra a base aérea síria estava sendo preparado com antecedência. Segundo ele, "para preparar um ataque desses é necessário realizar um complexo de medidas ligadas a reconhecimento, planejamento e preparação completa dos mísseis para lançamento."

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Assim, ele destacou que "Washington tomou a decisão de realizar ataques com mísseis contra a Síria com grande antecedência" e, em sua opinião, "os eventos na base de Shayrat foram um pretexto formal" e quanto à força militar — ela "foi demonstrada apenas por razões de política interna."

Os Estados Unidos lançaram pelo menos 59 mísseis de cruzeiro na noite desta quinta-feira contra um aeródromo sírio próximo da cidade de Homs. O ataque seria uma resposta de Trump às denúncias de uso de armas químicas proibidas pelo governo sírio, responsável pela morte de 100 pessoas na terça-feira.

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