Um grande problema no Mar do Sul da China... e não é militar

© Foto / NOAA Office of Ocean Exploration and Research, 2016 Hohonu MoanaA purple crinoid hangs out on a dead coral stalk
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Os recifes de corais estão morrendo em uma taxa surpreendente, graças ao efeito da mudança climática. A Sputnik reportou mortes catastróficas em Sekiseishoko, o maior coral no Hemisfério Norte, e na Grande Barreira de Corais da Austrália. Cientistas estão agora a soar um alarme para os recifes do Mar da China Meridional, também.

De acordo com um estudo feito pela Woods Hole Oceanographic Institution, cerca de 40% dos corais no Mar já foram branqueados.

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"O atol de Dongsha é atingido tipicamente com as tempestades tropicais e os ventos fortes em junho, que mantêm os corais tão frescos quanto o oceano aberto", Tom DeCarlo, autor principal do estudo, disse por meio de um release enviado à imprensa na semana passada.

"Mas em 2015, o clima em junho foi excepcionalmente calmo — em um ponto, não havia vento nem ondas, o que teve um efeito amplificador sobre as temperaturas da água, que já estavam sentindo o calor do aquecimento global e o El Niño. Todo o recife tornou-se uma gigantesca piscina cozinhando ao sol".

O coral depende muito da temperatura da água em que vive. Apesar de viverem em mares quentes, eles não podem tolerar temperaturas aquáticas muito altas: mesmo o menor aquecimento da água faz com que as algas das quais os corais dependem, morrer. O coral cujas algas morreram perde suas cores magníficas e torna-se branco, num processo conhecido como "branqueamento". Se o coral permanecer sem algas vivas por muito tempo, eles morrem.

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O acúmulo militar pela China e outras nações da região também contribui para a extinção, de acordo com o relatório, já que os militares chineses usam recifes como fundações para a construção militar. Segundo relatos da imprensa, a China assumiu mais de 3.000 hectares de recifes no mar desde o início de 2014. Este tipo de atividade levou a uma redução de 70% na cobertura do recife perto das estruturas, segundo os relatórios.

"É possível que os recifes de corais estejam em um perigo muito mais imediato do que previmos", disse a cientista do Woods Hole, Anne Cohen. "Quando as anomalias globais e regionais se alinham, um aquecimento aparentemente leve de dois graus poderia ser mais parecido com seis graus".

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