'Crimeia é Rússia e Kosovo é Sérvia'

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O embaixador da Federação da Rússia na Sérvia Aleksandr Chepurin deu uma entrevista à Sputnik Sérvia na véspera das conversações entre o presidente russo Vladimir Putin e o premiê sérvio Aleksandar Vucic de segunda-feira (27).

Chepurin disse que o novo encontro entre os líderes dos dois países é um sinal de disponibilidade para desenvolver relações em todas as esferas. Ele acredita que as principais áreas são a economia e a cooperação técnico-militar.

À pergunta para comentar as declarações frequentes de políticos e mídia ocidentais que a Rússia está desestabilizando os Bálcãs para parar o processo de integração euro-atlântica da região, e o fato de Hashim Thaci se queixar da Rússia ao secretário-geral da OTAN, bem como a hipótese de que a Sérvia prepara "pela receita russa" um "cenário da Crimeia" para o norte do Kosovo, Chepurin diz que Sergei Lavrov afirmou que o Ocidente, por razões incompreensíveis, considera quaisquer laços normais entre a Rússia e os países dos Bálcãs como objeto de "preocupações alarmantes".

"Meus senhores, a Rússia sempre esteve presente nos Bálcãs. A Grécia, Bizâncio — são as nossas raízes. Nós compartilhamos muitas posições e temos interesses comuns com os países da região, incluindo a Sérvia.

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"Surpreendem as declarações de enviados ocidentais de diversos calibres sobre como a Rússia implementa nos Bálcãs uma "política de desestabilização". É como um padrão, um mantra. Mas isso é ingenuidade ou estupidez.

"A Rússia defende claramente a estabilidade dos Bálcãs, uma solução dos problemas através de meios políticos. Moscou apoia os esforços da liderança sérvia que visam que a situação na região permaneça sob controle e regresse à normalidade."

O interlocutor da Sputnik Sérvia diz que a Rússia não é um inimigo da UE. Mais do que isso, a Rússia e a UE são parceiros naturais. A sua cooperação é a chave para resolver as questões mais importantes do continente europeu, que são a segurança e a competitividade.

"A Rússia é realmente contra a expansão da OTAN, uma vez que isso põe em causa a segurança do continente europeu, tanto o Ocidente como o Oriente. A falsa retórica da OTAN é bem conhecida na Sérvia. As tentativas de empurrar alguns países dos Bálcãs para a OTAN e de mudar seu código genético, sem pedir a opinião do povo — é isso que desestabiliza a situação nos Bálcãs."

"Talvez o papel desestabilizador da Rússia é ela apoiar a integridade territorial da Sérvia?", pergunta Chepurin. "Gostaria de salientar que aqueles que não apoiam a integridade territorial da Sérvia agem contrariamente ao direito internacional. Mais uma vez — a única base jurídica para a regulação do Kosovo é a resolução 1244 do Conselho de Segurança da ONU, de acordo com a qual a região continua sendo uma parte da Sérvia. E quem está envolvido na desestabilização?"

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"Quanto à Crimeia, todo o processo decorreu de acordo com o direito internacional. Todos os procedimentos legais da reunificação da Crimeia com a Rússia foram satisfeitos sem falhas. Hoje, de acordo com o direito internacional, a Crimeia é Rússia, e o Kosovo é Sérvia", diz o embaixador.

Chepurin acredita que a coisa mais importante é ainda que os interesses objetivos de Moscou e Belgrado são em muito coincidentes. O desenvolvimento desta cooperação será benéfico tanto para a Rússia como para a Sérvia. Os políticos entendem isso e compreendem os sentimentos da maioria dos sérvios. Isso, sem dúvida, é o que está bem e é correto. Isso irá afetar os resultados da escolha que será feira pelo povo sérvio e as relações russo-sérvias como tais.

"Moscou acredita que chegou a hora de reforçar decisivamente as relações com Belgrado, especialmente na esfera econômica, onde há necessidade de novas atitudes, ferramentas e ideias. A parte russa está pronta para avançar tanto quanto Belgrado esteja pronto para isso", concluiu.

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