Moscou não dará explicações à OTAN sobre mísseis Iskander em Kaliningrado

© Sputnik / Vitaly Ankov / Abrir o banco de imagensAn Iskander-M missile system during the opening of the international military-technical forum ARMY-2016 in Vladivostok
An Iskander-M missile system during the opening of the international military-technical forum ARMY-2016 in Vladivostok - Sputnik Brasil
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A Rússia não planeja apresentar quaisquer explicações à OTAN sobre a instalação de mísseis táticos de curto alcance Iskander-M na região de Kaliningrado durante a próxima reunião do Conselho Rússia-OTAN, declarou Andrei Kelin, chefe do Departamento de Cooperação Europeia da chancelaria russa.

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"Não haverá nenhum relatório sobre o assunto", disse ele à Sputnik.

Foi assim que Kelin comentou a publicação da revista Der Spiegel, que diz que na próxima reunião do Conselho, prevista para o dia 30 de março, Bruxelas pedirá explicações à Rússia sobre a implantação de sistemas Iskander-M em Kaliningrado.

Moscou disse repetidas vezes que não está ameaçando nenhum país e, quanto aos mísseis Iskander, afirmou que tem pleno direito de os instalar em qualquer ponto do território russo.

Kelin disse que durante a reunião serão abordados os temas mais agudos que preocupam ambos os lados.

"Estamos preocupados com os desdobramentos que se realizam a oeste, nos Países Bálticos, antes de tudo, porque na primavera serão criados batalhões rotativos na Polônia, Estônia, Letônia e Lituânia", explicou Kelin.

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Por sua parte, a OTAN está preocupada com as manobras que a Rússia leva a cabo na Crimeia e os exercícios Kavkaz e Zapad 2017.

Kelin informou que a reunião será realizada ao nível de representantes permanentes e embaixadores.

Em julho de 2016, a OTAN aprovou um aumento sem precedentes de sua presença militar no leste da Europa, que inclui a implantação de batalhões multinacionais na Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia no âmbito de uma política de contenção da Rússia, que foi acusada de desestabilização da situação na Ucrânia.

Ao mesmo tempo, a Aliança continua avançando com a colocação de armas antimísseis dos EUA na Europa.

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