Opinião: Ucrânia não receberá estatuto de aliado importante extra-OTAN

© AFP 2022 / PATRIK STOLLARZPresidente ucraniano Pyotr Poroshenko
Presidente ucraniano Pyotr Poroshenko - Sputnik Brasil
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O parlamento da Ucrânia pede ao Congresso dos EUA para lhe concederem o estatuto de aliado importante dos EUA extra-OTAN.

Secretário-geral da OTAN Jens Stoltenberg e o presidente ucraniano Pyotr Poroshenko durante a visita oficial de Stoltenberg para a Ucrânia, Kiev, setembro de 2015 - Sputnik Brasil
Ucrânia pede aos EUA status de aliado importante extra-OTAN
No apelo da Rada Suprema se lê que este estatuto ajudará a "parar a agressão russa contra a Ucrânia". Neste momento, são 16 os países do mundo que têm este estatuto. Eles são Israel, Jordânia, Egito, Afeganistão, Paquistão, Japão, Coreia do Sul e Austrália. A atribuição deste estatuto não exige o consentimento de outros países-membros da OTAN.

No ano passado, Obama recusou a atribuição desse estatuto à Ucrânia. Nem houve mesmo quaisquer declarações notórias sobre esta questão. Mas Obama deu esse estatuto à Tunísia, porque o país ocupa uma localização estratégica no Mediterrâneo. E o mais importante – na Tunísia não há nenhum conflito com qualquer grande potência.

E depois, o que representa o acordo sobre esse estatuto? O especialista Vladimir Bychkov contou ao serviço russo da Rádio Sputnik:

"Os americanos assumem responsabilidade por poucas coisas – ou melhor, não assumem nada. A ajuda a tal 'pupilo' tem um caráter de recomendação. Ao mesmo tempo, o país-pupilo deve cumprir os critérios que os americanos inventaram, e os norte-americanos podem quebrar a qualquer momento essas relações de forma unilateral", explicou.

Para que os EUA se devem envolver em um confronto com a Rússia por causa da Ucrânia? O fato é que isso não representa nenhumas vantagens para Washington.

"Eles fazem tudo usando as mãos dos outros. É um hábito. E também é uma estratégia inteligente", disse.

O Secretário-geral da OTAN Jens Stoltenberg - Sputnik Brasil
Secretário-geral da OTAN afirma que nos tempos de tensão diálogo com Rússia é crucial
Nos últimos anos, Washington recusou quase completamente ter qualquer diálogo normal com Moscou. Mas ninguém nunca ouviu de Obama e de Kerry, ou de Trump e de Tillerson, nem que fosse uma declaração em que se lesse que a América estaria pronta para começar algo semelhante a um conflito armado bilateral. O especialista julga que isto é uma política sábia.

De acordo com muitos especialistas, num futuro próximo a Ucrânia não receberá este estatuto. Se no futuro próximo se realizar uma tentativa de Trump para restabelecer o diálogo com a Rússia, Kiev nunca receberá o estatuto em questão.

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