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Será que expansão militar dos EUA no Pacífico visa apenas contenção da Coreia do Norte?

© AP Photo / Forças dos EUA, CoreiaCaminhões dos EUA encarregam elementos do sistema THAAD
Caminhões dos EUA encarregam elementos do sistema THAAD - Sputnik Brasil
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A tensão devido ao programa nuclear da Coreia do Norte está crescendo, enquanto os EUA deslocam o seu sistema antimíssil para perto das fronteiras com este país.

Os militares norte-coreanos realizaram uma série de lançamentos, o último dos quais segundo a mídia foi mal-sucedido. 

O primeiro-ministro do Japão classificou estes lançamentos como um "novo nível de ameaça" para o país, enquanto Kim Jong-un afirma que é "o renascimento da indústria de mísseis" e que todos os lançamentos foram bem-sucedidos. 

Por sua parte, o chefe da Agência Internacional de Energia Atómica Yukiya Amano afirma que a Coreia do Norte "está reforçando seu potencial nuclear a ritmos acelerados. Não podemos ser otimistas. A situação é muito má. Não temos razões para otimismo", declarou Amano. 

A guerra é uma variante possível

Distrito central de Pequim - Sputnik Brasil
China se opõe às sanções unilaterais contra Coreia do Norte
A tese do chefe da AIEA corrobora as declarações do novo secretário de Estado norte-americano Tillerson durante a sua visita para região da Ásia de que a Coreia do Norte tem que perceber que tem só um caminho para o futuro economicamente estável e seguro: abster-se do desenvolvimento de armas nucleares. 

Já em Seul, na coletiva de imprensa com o ministro sul-coreano das Relações Exteriores Yun Byung-se, Tillerson acrescentou que já está "sendo elaborada" uma série de medidas em relação a Pyongyang, ele falou também sobre o "fracasso dos esforços diplomáticos e sobre a necessidade de um novo conceito", acrescentando também que "ação militar contra a Coreia do Norte é uma possibilidade em discussão". 

Uma parte deste novo conceito pode ser o isolamento total da Coreia do Norte do sistema financeiro internacional, comunica a Reuters citando as próprias fontes na administração de Trump. O novo pacote de sanções pode afetar ainda empresas e bancos chineses que estão interagindo com o país. 

É pouco possível que uma disputa com a China em relação a este assunto dissuada Trump, que já conseguiu classificar Pequim como "manipulador monetário" que "estuprou a economia dos EUA" e "efetuou um dos maiores roubos na história da humanidade". 

A conversa telefônica entre Trump e presidente do Taiwan Tsai Ing-wen é mais um fator que irrita a China, que não reconhece este país. 

Melhor não comparar maçãs com laranjas 

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China se opõe às sanções unilaterais contra Coreia do Norte
Um outro elemento deste plano é o deslocamento do THAAD na região da Ásia. O Ministério da Defesa da Coreia do Sul confirmou que este deslocamento, que já se iniciou, vai ser efetuado na província de Seongju e vai levar um ou dois meses. Washington precisa que o sistema da defesa antimíssil se destine apenas a "proteger a Coreia do Sul da ameaça nuclear por parte da Coreia do Norte". Mas Moscou e Pequim não entendem a situação de forma tão linear. 

"Ambas as partes mostraram de novo preocupação séria e desaprovação decisiva relativamente ao fato de que os EUA e a Coreia do Sul continuam promovendo o deslocamento do sistema antimíssil THAAD. Ambas as partes chamam os EUA e a Coreia do Norte a respeitarem a preocupação fundada e justa da China e da Rússia no sentido da segurança, de maneira a não ameaçar o equilíbrio estratégico na região, e a acabarem com o deslocamento do THAAD", diz a declaração conjunta dos ministérios das Relações Exteriores da Rússia e da China.

No início de março os EUA também ignoraram a proposta da China de suspender os exercícios conjuntos dos EUA e da Coreia do Sul em troca de uma suspensão de lançamentos de mísseis por parte de Pyongyang. 

Respondendo à proposta, o secretário da imprensa do Departamento de Estado norte-americano Mark Toner declarou o seguinte: "Esta ideia não é realista porque se trata das iniciativas militares completamente diferentes. É como comparar maçãs e laranjas". 

Mas durante uma reunião entre Tillerson e Xi Jinping em Pequim, o político norte-americano acrescentou que os EUA têm intenções de fazer todo possível para não permitir qualquer conflito. 

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