Rússia pede o fim da interferência estrangeira na Macedônia

© AFP 2022 / Robert AtanasovskiProtestos em Macedônia.
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O enviado russo para a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) pediu nesta quinta-feira que outros países parem de tentar se meter em questões nacionais da República da Macedônia.

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"É necessário parar a interferência externa em assuntos internos da Macedônia, respeitar o direito dos cidadãos macedônios de moldar seu próprio destino com base em princípios democráticos", afirmou Alexander Lukashevich em discurso publicado pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia

De acordo com o representante russo na OSCE, tanto as forças políticas locais como os mediadores europeus e americanos devem tentar resolver a situação política no país através do diálogo. Lukashevich destacou que, contrariando a vontade popular, algumas forças, apoiadas pela minoria albanesa, tentam levar ao poder políticos que perderam as eleições parlamentares realizadas em dezembro passado. Para ele, o aumento das tensões interétnicas no país representam um perigo não apenas para a própria Macedônia, mas para toda a região dos Bálcãs. 

Na última terça-feira, um grupo de senadores em Washington pediu ao secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, para investigar alegações de que algumas missões americanas no exterior estariam interferindo em questões internas de outros países, incluindo a Macedônia, apoiando determinados grupos políticos locais. 

Nas últimas eleições, o VMRO-DPMNE, do presidente Gjorge Ivanov, conseguiu 51 assentos no parlamento, contra 49 dos sociais-democratas, resultado que não possibilitava a nenhum dos dois partidos formar um governo de maioria. Após conseguir apoio para aprovar uma lei para permitir o uso mais generalizado da língua albanesa, os sociais-democratas conseguiram formar uma coligação com os representantes dessa minoria étnica para ter a maioria parlamentar. No entanto, Ivanov se recusou a aceitar essa coligação, contra a qual milhares de pessoas foram às ruas protestar, uma vez que ela não representaria necessariamente a vontade da maior parte dos eleitores. 

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